COTIDIANO

Mestrado em Saúde Coletiva

Ufac estuda instalação do curso já em 2008. Público alvo será todos os profissionais que trabalham em saúde

Cedida
Leila Dotto: curso objetiva provocar reflexão sobre a saúde no Acre


Flaviano Schneider


O Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Acre (DCS/UFAC) pretende iniciar em 2008 o curso de Mestrado em Saúde Coletiva, aberto a todos os profissionais que trabalham na área de saúde. O projeto já foi enviado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC) e seus idealizadores aguardam a aprovação.

Segundo a professora-doutora do DCS, Leila Maria Geromel Dotto, existem 33 mestrados e 14 doutorados em Saúde Coletiva no Brasil, mas nenhum na Região Norte. Portanto, o curso da Ufac, será o primeiro da região, preenchendo uma importante lacuna. A professora Leila, juntamente com o chefe do DCS-Ufac, nutricionista e doutor em Saúde Pública, Pascoal Muniz, estiveram reunidos no fim de semana com o senador Tião Viana ocasião em que pediram seu apoio ao pleito, tanto no que toca ao andamento do projeto na CAPES quanto ao financiamento do curso, que terá um custo anual de aproximadamente R$ 98 mil reais.

Entusiasmada pelo projeto, a professora Leila explica que diferentemente do mestrado e doutorado em Saúde Pública, iniciado recentemente, que é feito em parceria com a USP, que oferece uma turma apenas, o Mestrado em Saúde Coletiva oferecerá todos os anos vagas para 20 alunos, é da própria Ufac e é aberto para todos os profissionais que trabalham na área de saúde.

A finalidade do curso – ela explica – é refletir sobre os problemas de saúde no Acre, de maneira que os que fizerem o mestrado sejam os agentes transformadores desse cenário de saúde em que eles trabalham. A partir dessa produção de conhecimento coletivo que eles vão fazer, através da dissertação de mestrado, haverá subsídios para se trabalhar a saúde no Acre. “Vai haver dados, vai ter estudos de doenças que vão redundar, à frente em uma melhora na assistência” – disse.

Universidade evoluindo

A professora Leila conta que o departamento tem investido para que os professores façam mestrado e doutorado, para se tornarem pesquisadores, pois, através da pesquisa, é que se começa a gerar conhecimento e produção científica. Então a partir da qualificação dos quadros na universidade percebeu-se a possibilidade de abrir uma pós-graduação que ainda não existe no estado. Uma pós-graduação ao nível de mestrado strictu sensu. Ela explica que a pós-graduação lato sensu, que são as especializações, já existe no Estado. “A especialização strictu sensu é o mestrado e depois o doutorado. Então, a gente cria o mestrado e assim que solidificar o mestrado a gente cria um programa de doutorado”.

Para ela a importância do curso é que ele tem ampla abrangência, abarcando todos que estiverem estudando e trabalhando a saúde coletiva, seja nos hospitais, centros de saúde, com os índios, em qualquer lugar do Estado. Não é um curso muito fechado. “Nós não temos nenhum, então estamos criando um curso para atender todas as demandas, para que atenda realmente todo mundo que atua na área de saúde”.

Para abrir um mestrado uma universidade tem que ter 10 doutores. Em vista disso o DCS fez uma parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. “Serão oito professores nossos e cinco da Fiocruz compondo este mestrado. Durante seis anos nós vamos ter esta parceria para o mestrado, que é o tempo para a gente ter mais experiência e doutores daqui mesmo e então podermos tocar sozinhos” - disse.

Sobre o financiamento necessário ao curso ela explicou que existe um custo para trazer os professores da Fiocruz e para estruturar o próprio mestrado. Além disso, na formação da banca de defesa da tese de mestrado de cada aluno tem que participar um professor de fora do estado.

 

 
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