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| 30 ANOS DE EMBRAPA NO ACRE Governo do Estado é homenageado pela parceria e apoio à pesquisa técnica e científica |
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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) encerrou nesta quarta-feira as comemorações dos 30 anos de atividade no Acre. Cerimônia realizada no Theatro Hélio Melo homenageou 30 pessoas e instituições que se destacaram como parceiras da Embrapa, entre elas o governo do Estado, começando pela apresentação de um videoclip de cinco minutos com os melhores momentos da empresa na região. O chefe do Centro de Pesquisa Agroflorestal do Acre (Cpafac), Marcus Vinicius d’Oliveira, fez uma rápida apresentação da evolução dos trabalhos da Embrapa, lembrando que a pesquisa agropecuária no Acre teve início em 1976 com a criação da Unidade de Execução de Pesquisa de Âmbito Estadual de Rio Branco. Até o início dos anos 90, a programação de pesquisa era definida exclusivamente pela equipe de pesquisadores, sendo os resultados passados aos produtores na forma de oferta tecnológica. Com esse tipo de estratégia, as inovações tecnológicas geradas pela pesquisa nem sempre eram utilizáveis no meio rural, permanecendo nas prateleiras. No início dos anos 90, houve a mudança no eixo orientador da estratégia da Empresa e a oferta de pesquisa foi substituída por pesquisa por demanda. Em decorrência disso, a Embrapa Acre elaborou, em 1992, seu primeiro Plano Diretor. Esta foi a primeira tentativa de adequação do esforço de pesquisa às reais necessidades da sociedade. Essa mudança, segundo a empresa, teve particular ênfase a partir de 1998, quando o governo do Estado do Acre estabeleceu o conceito da Florestania (a cidadania florestal), em que o desenvolvimento deveria ser conquistado com base no uso sustentável dos ecossistemas naturais e no respeito à cultura das populações tradicionais. “A Embrapa também derrubou mitos. Até meados da década de 90 era senso comum que o Acre não tinha condições de produzir café, mas a parceria com produtores, pesquisadores e extensionistas levou ao lançamento de linhagens de café arábica e conilon com alta produtividade”, afirmou Vinicius. Segundo ele, a variedade Icatu Vermelho produz em torno de 40 sacas de café beneficiado por hectare/ano. Importância vital – Devido ao seu trabalho, a Embrapa tornou-se muito importante para o projeto de desenvolvimento sustentável do Acre. Suas pesquisas com manejo florestal, por exemplo, chamam a atenção de estudiosos estrangeiros. Além da questão da cafeicultura, outros mitos foram derrubados no Acre, como a pecuária bovina. Há alguns anos os pastos não comportavam mais que um animal por hectare. “Hoje, dependendo do aporte tecnológico é possível triplicar a taxa de lotação, fazendo bom uso dos recursos naturais com aumento da rentabilidade e geração de emprego e renda no campo”, lembou Vinicius. Há exemplos de caminhos abertos pela pesquisa
da Embrapa tanto para grandes, médios e pequenos produtores -capilaridade
ressaltada pelo governador Jorge Viana, um dos homenageados na cerimônia
de ontem. Vinicius citou como exemplo o produtor de abacaxi Dorival
Pita, do Belo Jardim, em Rio Branco. Ele esteve prestes a abandonar
a lavoura devido aos prejuízos causados pela broca-do-abacaxi.
“Mas bastou uma parceria e coragem para investir em produto novo,
um bioinseticida feito a partir do óleo de pimenta de macaco,
ainda em teste, para Pita virar a mesa. Graças a sua disposição,
as pesquisas avançaram, abriram perspectivas de negócio
e, num futuro próximo, outros produtores também serão
beneficiados”, completou o chefe da Embrapa. Angelim: história do Acre tem antes e depois da Embrapa A Prefeitura de Rio Branco foi uma das homenageadas pela Embrapa. O prefeito Raimundo Angelim, que promoveu a aproximação entre as duas instituições e mantém convênios de pesquisa e transferência de tecnologia em várias áreas, vê que a história da ciência em favor do setor produtivo no Acre tem de ser contada antes e depois do surgimento da Embrapa. Angelim citou exemplos de como a empresa tem participado ativamente no desenvolvimento sustentável do Estado e a contribuição para o município. Prefeitura e Embrapa atuam em conjunto na elaboração do zoneamento ecológico-econômico, entre outras ações. “A Embrapa nos uniu a todos”, afirma governador Jorge Viana Vinicius e o governador Jorge Viana reuniram-se semana passada no Gabinete de Governo, oportunidade em que alguns assuntos foram conversados. Na cerimônia de ontem, Viana destacou o caráter técnico da Embrapa afirmando que a empresa conseguiu trabalhar “nos unindo a todos”. “Por isso, todos têm sentimento de gratidão à Embrapa”, disse. Para Viana, a Embrapa foi o “braço muito forte” para que o Acre pudesse virar a página do atraso em sua história. “Viramos a página do desconhecimento da aftosa, da falta de assistência técnica, do desmonte do setor de Governo que dá suporte à produção, do crédito e muito mais”, comparou, apresentando alguns números que confirmam essa “virada de página”: O FNO, crédito oferecido pelo Banco da Amazônia, só aplicou R$ 40 milhões em dez anos no Acre. Depois que assumiu o governo, em 1998, esse valor chega a R$ 400 milhões - dez vez mais tudo o que foi feito em uma década. Numa parceira que cresce cada vez mais, Viana anunciou para breve o início do funcionamento do Centro de Melhoramento Genético da Embrapa, que custa cerca de R$1 milhão em recursos do Estado. Amazônia - O governador esteve recentemente no Rio de Janeiro, onde participou com a novelista Glória Perez, produtores e diretores da Rede Globo, de um seminário sobre a minissérie “Amazônia - de Galvez a Chico Mendes”, que irá ao ar no dia 2 de janeiro. A minissérie conta a história do Acre, a qual, segundo Viana, criou os bons exemplos que hoje suplantam os maus modelos. |
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