OPINIÃO
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Do Editor

 

Uma fazenda chamada esperança

Alguns acreanos já conhecem o trabalho de recuperação de dependentes químicos que a Fazenda Esperança desenvolve em várias regiões do Brasil e de países como a Alemanha, México, Argentina, Filipinas, Paraguai e Moçambique, na África. Essa comunidade terapêutica já chegou no Acre para reforçar a luta que jovens e adultos travam contra o vício. Ela foi trazida pela Igreja Católica e por voluntários que já atuam na entidade em outros Estados.

A Fazenda Esperança vai funcionar em Sena Madureira, no quilômetro seis da BR-364, sentido Manuel Urbano. A inauguração do espaço vai acontecer no domingo, com a presença do bispo dom Joaquín Fernandez e do co-fundador da entidade no país, Nélson Giovaneli, além de outras lideranças. O funcionamento da casa é semelhante ao que já ocorre na Associação Caminho Aberto, mas nela os internos desenvolvem a produção que serve para mantê-la auto-suficiente.

O índice de recuperação na Fazenda Esperança é de 80% a 85% e os ex-internos se tornam voluntários no período das férias de seus empregos. Quem já ouviu o depoimento de pessoas que passaram por essa comunidade terapêutica se emocionou ao sentir a seriedade e o afinco com que ela trabalha e mostra resultados.

A chegada da Fazenda Esperança ao Acre serve como alento para os que esperam por uma chance de se livrar da dependência química e mudar de vida. No entanto, é preciso querer mudar - e esse é o critério para o ingresso em todos os outros centros de recuperação. A sobriedade é possível para os que lutam e não desistem dela.

 

 
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Rio Branco-AC, 27 de julho de 2006
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