Em tempos de Lei Seca
Mesmo reclamando da rigidez da Lei Seca, os motoristas estão tendo que se adequar às novas regras sob pena de ficarem a pé e sem a CNH. E não foi por falta de aviso. Muitas campanhas foram desenvolvidas alertando para os perigos da combinação entre beber e dirigir, mas a maioria fez “ouvido mouco” e as mortes no trânsito, provocadas por motoristas bêbados, continuaram acontecendo de forma indiscriminada.
A Lei Seca trouxe a diminuição do índice de acidentes de trânsito em todo o país. Como no Acre não poderia ser diferente, o motorista está alerta, principalmente no período da Expoacre, a festa que durante nove dias reúne milhares de pessoas no Parque de Exposições. Sem poder abusar do álcool, já tem gente pagando motorista particular, contratando taxistas e levando a esposa para onde antes os maridos preferiam ir sozinhos.
Vale tudo para estar bem com o bafômetro, ainda que para isso o condutor tenha que agüentar as reclamações de sono e as críticas daquele convidado novo na roda e indesejado. Ele (ou ela) não bebe, mas que é levado junto para dirigir o carro depois da festa.
Com a lei em vigor, cada um se vira como pode para evitar conflitos com a polícia. O fato é que a ação, mesmo com toda rigidez, está dando certo e conta com o aval da maioria da população. A participação de todos, mesmo daqueles que reclamam da imposição, já rendeu bons frutos e tudo indica que este ano haverá menos acidentes de trânsito no período da Expoacre. |