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Amazônia: um mundo de aventuras Pela primeira vez na história, Estados do Norte se reúnem para divulgar seu plano regional de ecoturismo e aventura |
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Sérgio Lars, 28, entrou para o Livro dos Recordes como o único surfista que conseguiu deslizar pela crista da onda da pororoca do rio Araguari por 39 minutos percorrendo mais de 10 quilômetros. Façanha que só foi possível graças a sua perícia e ao prodígio da natureza, que a cada lua cheia e lua nova de março a maio e setembro produz, uma vez por dia, a mais extensa onda do mundo com exclusividade para o Amapá. Rios caudalosos, corredeiras e cachoeiras, serras, serrados, florestas e savanas, comunidades únicas pelo modo singular como se relacionam pela natureza, seja por suas tradições milenares ou por escolha própria. Trilhas percorridas a pé, de bicicleta, jeep ou motos, são apenas algumas das muitas opções que estão à espera daqueles que decidem viver uma aventura na maior floresta do planeta. Empresários do setor turístico e de aventura dos Estados do Amapá, Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Pará e Tocantins, apoiados pelos respectivos governos e pelos Serviços de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebraes) da região, organizaram um dos estandes mais visitados durante o VIII Adventure Sports Fair, a maior feira de turismo de aventura da América Latina, que está sendo realizado de 23 a 28 de agosto na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo. Pelo menos 80 mil pessoas já visitaram a feira. “Pratico o surf desde seis anos de idade, só descobri a pororoca no ano 2000 e voltei lá mais 27 vezes. É uma onde muito peculiar: ao invés de montanha e paias você tem uma floresta à sua volta, com aves e animais. A onda corre por cima, enquanto o refluxo do rio obriga a manobras rápidas para se desviar de troncos e o que mais esteja flutuando no caminho. Essa foi a maior aventura de minha vida”, declara o curitibano Sérgio Lars. “Não existe outra onda dessas em nenhum lugar do mundo.” Aventura sobre rodas Alguns dos principais pilotos e jornalistas esportivos do Brasil estiveram presentes à apresentação do V Rally Bolpebra - Amazônia Andes, no qual motos, jipes e camionetes irão percorrer de 24 a 28 de outubro mais de 1.600 quilômetros de floresta partindo de Rio Branco no Acre, passando pela Bolívia para entrar no Peru até Cuzco, a capital do Império Inca. Nesse trecho enfrentarão a lama e o clima quente e úmido da Amazônia. Acompanhando a transformação gradativa da floresta Amazônica para o deserto do altiplano dos Andes por entre montanhas cobertas de neve após vencer Huailahuaila a 4.875 metros acima do nível do mar. “Florestas com cachoeiras caindo à beira da estrada, rios de águas verdes e uma paisagem inesquecível cortada por uma estrada estreita ladeada por paredões e precipícios que não admitem erros. É isso o que os pilotos enfrentarão antes de sua entrada triunfal na cidade de Cuzco onde serão recepcionados com um grande show de música brasileira e peruana na Praça de Armas da capital Inca”, explicou Cassiano Marques, presidente da Federação de Motociclismo do Acre (Femac), organizadora do evento. Ecoturismo de aventura urbana Engenheiro civil de profissão e ecoturistólogo por opção, Nilton Gonçalves Pinheiro conseguiu transformar uma área de apenas 16 hectares localizada no bairro de Coqueiro, localizado entre a avenida Augusto Montenegro e a estrada de Icoaraci, num verdadeiro parque ambiental de aventura dentro da cidade de Belém, Capital do Pará. “Embora nossa área seja muito pequena, ela é cortada por um belíssimo igarapé cujo nível das águas varia e acordo com maré e a época do ano. Valorizamos a floresta com a prática do arvorismo, momento em que os visitantes se encantam observando aves e macacos e outros animais que tem na área seu refúgio natural”. A beleza natural é complementada com com chalés e espaço para a realização de shows com acomodação para até sete mil pessoas, garante o empresário. Ecoturismo de aventura urbana Engenheiro civil de profissão e ecoturistólogo por opção, Nilton Gonçalves Pinheiro conseguiu transformar uma área de apenas 16 hectares localizada no bairro de Coqueiro, localizado entre a avenida Augusto Montenegro e a estrada de Icoaraci, num verdadeiro parque ambiental de aventura dentro da cidade de Belém, Capital do Pará. “Embora nossa área seja muito pequena, ela é cortada por um belíssimo igarapé cujo nível das águas varia e acordo com maré e a época do ano. Valorizamos a floresta com a prática do arvorismo, momento em que os visitantes se encantam observando aves e macacos e outros animais que tem na área seu refúgio natural”. A beleza natural é complementada com com chalés e espaço para a realização de shows com acomodação para até sete mil pessoas, garante o empresário. Na morada de Deus Segundo maciço rochoso mais antigo do mundo, as escarpas e a imponência do monte Roraima sempre inspiraram temor e respeito entre os vários povos indígenas que por tradição acreditam que a montanha é a morada de Deus. Apaixonada pelo montanhismo, Lena Matos e amigos se aventuravam em escaladas pelo monte Roraima nos fins de semana e feriados. “As pessoas passaram a nos procurar interessadas em participar da aventura e isso deu origem à nossa empresa Roraima Adventures, que atende a turistas de todo o Brasil. Nossa preocupação está em que, além de prestar um bom serviço de aventura, garantir surpresas que dêem mais prazer aos visitantes de nosso Estado”, promete a empresária. Fazenda Marupiara Três trilhas ecológicas, arvorismo, canoagem, snorkel, cachoeiras e caiaque são algumas das modalidades de aventura que podem ser vividas por quem visita a Fazenda Marupiara que se estende por uma área de apenas 80 hectares. freqüentadores da Fazenda Marupiara. Nela ainda encontram disponíveis, restaurante, pousada, redário e camping com infra-estruttura de apoio. Tudo isso em Presidente Figueiredo, município localizado às margens da BR-174 a 117 quilômetros de Manaus, no Amazonas. Ana Cláudia Sena Veras sócia-proprietária da fazenda esclarece que: “Nosso foco vem sendo atrair e conquistar o turista local com um serviço de boa qualidade durante todo o verão. É justamente na baixa temporada que vem os turistas estrangeiros, eles não exigem luxo, isso eles tem lá onde vivem, querem poder sentir a aventura em segurança e poder descansar num lugar tranqüilo e limpo. O bom serviço é essencial, em todas as situações”. Aventura e ação Rondônia desponta pela quantidade e diversidade das modalidades esportivas praticadas em seu território. Elas vão de campeonatos de pesca, passando por campeonatos de jerico (carros improvisados para andar na lama) e fusca-cross. Em Espigão d’Oeste abrigou pela quarta vez, uma das etapas do Campeonato Latino Americano de Motocross. Sem contar o campeonato de rapel de Cacoal, a canoagem do rio Machado em Machadinho d’Oeste. “As potencialidades turísticas e ambientais da Amazônia precisam ser bem utilizadas para criar negócios que venham gerar renda e melhorar as condições de vida do homem da região. Esse é o nosso papel fundamental”, destacou Roberta Figueiredo a gente do Sebrae da região Centro-sul de Rondônia e gestora do projeto de turismo. Jalapão Os 340 quilômetros quadrados da região do Jalapão no Tocantins estão envoltos em mistérios envolvidos pelos cinco tipos de serrado que teimam em sobreviver entre rochas de arenito e dunas de areia sempre emolduradas por um céu de azul invejável e correntes de águas limpas. “Para conhecer as belezas do Jalapão é necessário andar muito. Por isso temos pacotes que variam de três a sete dias e nos quais os visitantes podem viver aventuras off-road, acampar, caminhas pelas dunas e banhar-se em nossas águas maravilhosas”, garante a empresária Maria Alicia Steinacker, sócia-proprietária da Fazenda Santa Rosa. |
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