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POLÍTICA

Presidenciável do PSDB em visita ao Acre

Geraldo Alckmin reúne centenas em carreata, apóia Tião Bocalom e fala a empresários


Geraldo Alckmin chegou a
Rio Branco na noite de sexta-feira


Mais de 200 carros acompanharam o candidato à presidência da república Geraldo Alckmin desde o Aeroporto Internacional Plácido de Castro até o prédio da Federação das Indústrias do Acre (Fieac) onde foi realizada uma palestra aos empresários sobre suas propostas de governo. Durante a passagem da carreata, centenas de pessoas demonstraram em forma de acenos e palavras de ordem apoio a Geraldo Alckmin e aos candidatos da coligação Produzir para Empregar, que tem como candidato ao governo do Estado, o ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom.

Alckmin falou, na palestra aos empresários e representantes dos setores produtivos do Estado, sobre geração de emprego e renda, abertura de postos de trabalho, saúde e reforma agrária. Ao responder perguntas dos presentes sobre este tema o candidato do PSDB à presidência foi enfático ao dizer que não permitirá de forma alguma invasões de terra no Brasil. “Para esta situação a tolerância é zero”, garantiu Geraldo Alckmin ressaltando que a proposta de seu partido inclui a reforma agrária, mas feita de forma correta.

O candidato tucano deu destaque à forma de governo que respeite o ser humano com ações mais enérgicas no combate às doenças endêmicas. “É inadmissível que uma doença como a malária, praticamente erradicada do Brasil, possa ocorrer de forma tão importante no Estado do Acre. Como médico não posso aceitar que mais de 70% da população de um estado seja portadora do vírus de algum tipo de hepatite”. Alckmin garantiu também que, se eleito, irá asfaltar a BR-364 para tirar a região do Juruá do isolamento. “Mas não vou permitir que a estrada seja construída por 2 milhões o quilômetro. Isto não existe. Nem como governador de São Paulo vi uma coisa dessas”.

Redução na carga tributária - Um dos pontos de grande destaque durante a palestra e que simboliza a campanha de Geraldo Alckmin é o desejo de reduzir imediatamente a carga tributária brasileira, que somente em 2005 teve aumento de 1,25%. Como governador do Estado de São Paulo, o candidato do PSDB aumentou de R$ 120 mil para R$ 240 mil a isenção do ICMS sobre o faturamento das empresas, baixou a alíquota para as fábricas de roupas e calçados e eliminou a alíquota dos produtos básicos que compõem a alimentação do brasileiro.

O candidato, Tião Bocalom, acompanhado de todos os membros dos partidos que compõem a coligação Produzir para Empregar acompanhou o candidato à presidência e recebeu apoio de seu colega de partido para a realização de projetos de apoio à produção, à agricultura comercial e, em conversa reservada com representantes de seu partido, garantiu a implantação da faculdade de Medicina no Vale do Juruá.

Alckmin também falou do programa Bolsa Família. Ele disse que irá continuar o trabalho que está sendo feito, mas que considera o valor de R$ 60 muito baixo. “O Bolsa Família é uma síntese de todos os programas criados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidente Lula só uniu todos e mudou de nome. O único programa criado por este governo, o Fome Zero, nunca saiu do papel”, disse Bocalom, que durante o fim de semana estará na capital conversando com diversos representantes de classe e realizando visitas a bairros.

 
 
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Rio Branco-AC, 27 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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