OPINIÃO
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Do Editor

 

A provocação pepessista

A visita dos governadores de Rondônia, Ivo Cassol, e de Mato Grosso, Blairo Maggi, no momento em que o Acre vive uma das maiores crises ambientais de sua história, pareceu uma triste provocação por parte dos dirigentes estaduais do PPS, partido do ex-deputado Marcio Bittar.

Os dois governadores participaram ontem de encontro do partido, realizado com o fim de deflagrar campanha de filiação.

Cassol e Magri são tidos como os maiores devastadores da Amazônia. Cassol tem promovido invasões de terras indígenas e contribuído para a derrubada de matas nativas. Magri foi recentemente premiado com o troféu “Motosserra de Ouro” pela ong Greenpeace por seu Estado ter sido o que mais promoveu o desmatamento no país.

A crise ambiental vivida pelo Acre hoje é resultado dos desmatamentos desordenados e das queimadas, ou seja, de resquícios de um modelo de desenvolvimento implantado em governos anteriores que ignorava a ecologia e o meio ambiente.

Por tudo isso, a visita de Cassol e Magri parece ser provocação. Mas não é. Eles estão aqui porque é como eles que o PPS acreano pensa. Por diversas vezes seus dirigentes defenderam os modelos econômicos de Rondônia e Mato Grosso. Bittar e seus aliados acreditam que o Acre é melhor com suas florestas no chão e vê em Ivo Cassol e Blairo Maggi seu mais perfeito paradigma.

 

 
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Rio Branco-AC, 27 de setembro de 2005
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