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Tratamento diferenciado Fundação Hospital Estadual do Acre cria ambulatório especial para os obesos |
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Os obesos do Acre passam, a partir desta sexta-feira, a ter um tratamento diferenciado com a criação do ambulatório de obesidade na Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre). Já a partir desta quarta-feira, as pessoas com este tipo de problema podem se dirigir aos postos de saúde para marcarem a consulta no ambulatório recém-criado. Em princípio, o ambulatório oferecerá 20 vagas semanais para atendimento, todas as sextas-feiras. A boa notícia foi dada pelo diretor-geral do Hospital Fundhacre, médico Thadeu Moura, durante reunião em que participaram a presidenta da Associação dos Obesos do Acre (Apoac), Janete Conceição Dias, a presidenta da Central de Articulação das Entidades de Saúde (Cades) Verônica Loureiro e Selma Neves, pelo gabinete do senador Tião Viana. Thadeu Moura, explicou que o paciente ao chegar, indicado pelo posto, é encaminhado a um clínico-geral. Este vê os problemas que o paciente tem, se tem pressão alta, problema de circulação, etc e, através desta porta de entrada ele é encaminhado para outros setores, para o endocrinologista, o cardiologistas, o cirurgião-geral, ou o cirurgião vascular, pois, muitos pacientes têm problemas de circulação nas pernas. Ele informou ainda que, em cerca de 20 dias, também haverá uma programação com os psicólogos, individual e também com dinâmica de grupos, que poderá ser feita aos sábados, por ser um dia mais tranquilo. Exigência do CFM Thadeu Moura disse que as providências tomadas em relação ao ambulatório de obesidade da Fundhacre foram para atender a Portaria nº 1075/GM, de 4 de julho de 2005, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamenta o atendimento aos obesos. Ele lembra que quando começou a surgir o tratamento da obesidade, ele se resumia a operar os portadores, mas que a compreensão hoje é outra. Tem que ter o acompanhamento pré e principalmente pós. Ele conta que existem inúmeros transtornos que acontecem do ponto de vista psicológico, por conta da modificação do corpo da pessoa. Por este motivo, surgiu a proposta na Fundhacre, de ter um serviço estruturado, para que o hospital possa se cadastrar junto ao MS e o Estado receba o ressarcimento pelas cirurgias. Ele explica que a portaria da CFM estabelece que uma pessoa só pode ser operado se tiver pelo menos dois anos de tratamento. Outra exigência é que o obeso esteja nesta condição há pelo menos cinco anos. porque há pessoas que ficam obesas por um distúrbio psicológico, por medicação, que ocasiona o aumento de peso em um curto período de tempo e não é por isso que a pessoa deva passa pela cirurgia de redução do estômago. “A cirurgia é uma coisa drástica, envolve riscos, e, por isso, deve ser feita com extrema responsabilidade” - disse. Para atender a portaria, pouco a pouco, segundo Thadeu, o serviço de cirurgia da Fundhacre está se adaptando. Já foram feitas inovações como banheiros melhor dimensionados, estruturação do centro cirúrgico, estruturação de videolaparacospia. O hospital Fundhacre está se adaptando, pois alguns pacientes já tem um tratamento prévio, e, para eles, a regra pode ser maleável, significando que eles não necessariamente terão que esperar dois anos para ter acesso à cirurgia. Segundo Thadeu, com muito critério, num espaço de uns três meses, quando terminar a reforma, se estruturar a UTI e toda a casa, alguns pacientes já poderão ser operados em Rio Branco. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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