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Branca: a verdureira nossa de cada dia Agricultora do pólo Wilson Pinheiro ganha a vida vendendo verduras nas secretarias de Estado e do município |
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Todas as segundas e terças feiras já é comum ver às portas de secretarias estaduais e municipais de Rio Branco dois verdureiros que como beija-flores, param um pouquinho aqui, outro acolá e vão seguindo rumo a novas repartições a fim de vender suas verduras colhidas na primeira hora da manhã. Branca como é mais conhecida a agricultora Irisnéia Cerqueira dos Santos, 35 anos que com Antônio Gomes de Oliveira, 55anos teve sete filhos vivem juntos num dos lotes do Pólo Hortigranjeiro Wilson Pinheiro para o qual se entra no quilômetro 18 da Transacreana para percorrer ainda outros 23 quilômetros pelo ramal Jorge Viana a fim de chegar na chara do casal. “A gente planta arroz, feijão, milho, macaxeira e todo tipo de verdura, não falta ode comer, mas é das verduras que a gente tira o dinheiro para manter as crianças, não é fácil não, principalmente agora no inverno quando a chuva transforma o ramal num lameiro só. Então a gente tem de dar um jeito para sair com as verduras até a Transacreana porque com chuva o caminhão da prefeitura não consegue entrar lá dentro para buscar a gente”. Declara Antônio Gomes pouco antes de explicar que está animado com a produção das 1.190 covas de melancia que vai colher agora no mês de dezembro : “Além de doces elas vão enfeitar as mesas de Natal do povo da cidade”. Problemas climáticos à parte o casal passa hoje por um drama pessoal tão ou mais preocupante é que o fato de seu filho mais novo, de apenas seis meses de idade, que será submetido a duas cirurgias consecutivas, o que exigirá dedicação completa da mãe acriança por pelo menos dois meses, segundo os médicos. Como se não bastasse isso, Antônio vem apresentando problemas graves de saúde. “A gente tem que trabalhar para dar de comer aos nossos filhos, meu marido perde o dia de trabalho buscando atendimento médico e não consegue, nos últimos dias até sangue ele andou escarrando, já nem pode fazer o que fazia e como vou ter de parar meu trabalho por alguns dias não sei como é que vai ficar nossa situação”. E para complicar ainda mais a situação, Antônio teve roubado, há poucos dias, sua bolsa com todos os documentos e isso veio complicar ainda mais a situação da família, já que na bolsa também estava o cartão do Bolsa Família, através do qual recebiam ajuda para manter os filhos. “A gente foi na delegacia prestar queixa, depois na secretaria de ação social que nos deu um documento para apresentar no banco, mas a Caixa Econômica não libera o dinheiro porque exige um documento com fotografia. Como é que a gente vai apresentar se perdemos todos para o ladrão. Temos a declaração da delegacia, mesmo assim o banco não paga, por isso vou segunda-feira no Ministério Público, pois me disseram que lá eles resolvem essas enroladas. Sei que do jeito que está não dá pra ficar, o dinheiro ajuda a gente a sustentar as crianças”. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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