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A história de um grande empreendedor brasileiro

Sebrae homenageia empreendedores com palestra de Kasinski


Com data marcada para acontecer no dia 30, quarta-feira, no Teatro Plácido de Castro, o I Encontro de Empretecos e Empreendedores do Estado do Acre, uma realização do Sebrae que pretende estar homenageando seu público alvo com uma palestra imperdível do empresário Abrahan Kasinski, dono do titulo “Empreendedor do Século”, concedido pela revista Isto é Dinheiro. Ainda no Acre, onde deverá permanecer por quatro dias, o Sebrae intermediará, através do superintendente Cassiano Marques, visitas do empresário a dirigentes governamentais e de setores produtivos bem como um tour empresarial.

O evento pretende alcançar um número aproximado de 400 pessoas dentre elas, empresários que já participaram do Empreteco e outros que pretendem participar, tendo em vista que este método de repasse é considerado dos melhores para o salto da visão empreendedora. É um Treinamento que trabalha, através de vivências práticas, as principais características de comportamento do empresário de sucesso, buscando identificá-lo com as mesmas, possibilitando sua opção pela mudança comportamental.

A palestra

Promete ser bem divertida e bem digerida pelo público empreendedor acreano. Nela, Kasinski irá interagir com os presentes abordando assuntos vivenciais como a arte de gerir um negócio, questionamentos sobre a intuição e trabalho, realidades do cotidiano, o dono do negocio e a insegurança de quem está no mercado de trabalho.

“Quando comecei, não tinha idéia que construiria a maior fábrica de autopeças da América Latina. A fábrica de anéis de pistão ficou entre as três maiores do mundo e a de amortecedores entre as cinco gigantes mundiais. O faturamento chegou a ser de um bilhão de dólares, com produtos exportados para noventa e oito países dos cinco continentes.”

Briga de família

Nem a recente abertura econômica afetou os balanços positivos da empresa. Para o industrial - que mantém um parque ecológico e uma fundação com escola e centro de pesquisa -, o problema eram as desavenças com os dois filhos e os sobrinhos pela sucessão na presidência. Um dia, cansou das brigas e vendeu sua participação de 11% nas ações. Casado pela segunda vez, só agora começa a se reaproximar da família. O empresário octogenário não planeja sossegar tão cedo. “Quando o ‘patrão’ me chamar eu espero estar sentado atrás da mesa de trabalho. Mas não vou aceitar um convite Dele tão facilmente”, diz este jovem senhor que, até dez anos atrás, fumava três maços de cigarro por dia e hoje não suporta cheiro de tabaco.

“Em minha lista, baseada em experiência própria, está em primeiro lugar a vontade de crescer e de ser grande e a determinação para perseguir esse objetivo. Ainda muito jovem eu dizia para meu pai: “Não quero ficar esfregando a barriga atrás de um balcão de uma loja de peças. Eu quero crescer, quero ser gente!”

Kasinski sim, senhor!

A escolha do nome de Abrahan Kasinski para ministrar a palestra se deu por ele ser um exemplo de coragem para os empresários brasileiros. Aos 88 anos, pasmem, ele esbanja a disposição de um iniciante no meio empresarial. Passa 12 horas por dia no escritório em São Paulo e, nos fins de semana, respira trabalho. Liga para a casa dos funcionários e chama os assessores para o batente. Depois de fundar e presidir durante quatro décadas a Cofap, maior indústria de autopeças brasileira, ele vendeu suas ações da empresa em 1997. Com US$ 25 milhões no bolso, bem que tentou curtir a aposentadoria. “Lia três jornais por dia. No final da tarde, estava lendo até obituário e classificados sexuais, disse ele a ISTOÉ. Como dar fim ao tédio? Comprou uma fábrica na zona franca de Manaus, passou a produzir motocicletas e emprestou o sobrenome para dar credibilidade aos veículos de duas rodas.

Nascido a 11 de julho de 1917, na capital paulista, Kasinski é o caçula de quatro filhos de um casal de imigrantes russos. Criado na loja de autopeças do pai - que ele garante ter sido a primeira do Brasil -, o empresário “aumentou” a idade em dois anos para poder cursar a faculdade de Economia. “A carteirinha também servia para ver filme proibido para menores.” Em 1951, ele pressentiu que a empresa estava com os dias contados se continuasse dependendo de produtos importados. Convenceu um dos irmãos - o pai já falecera - a investir numa fábrica e com ele criou a Cofap. “Ninguém queria comprar peça nacional. Corri o Brasil, cidade por cidade, para catequizar os mecânicos”, lembra. No início dos anos 90, a Cofap chegou a empregar 18 mil trabalhadores e exportar para 97 países, com faturamento anual de US$ 1 bilhão.

 

E x p e d i e n t e :
Textos publicados nesta página são de responsabilidade da Unidade de Comunicação e Marketing do Sebrae no Acre - Jornalista Responsável: Vanessa França (Registro Profissional: 3280 L-14F-89 DRT/PE) vanessa@ac.sebrae.com.br - fotos: Evandro Souza e Claudwilson Diogenes. Colaboradores: Juracy Xangai e Sandra Assunção. Sugestões, comentários e-mail para ascom@ac.sebrae.com.br

 

 
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Rio Branco-AC, 27 de novembro de 2005
   GIRO GERAL
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Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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