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Integrantes dos Jogos dos Povos Indígenas debatem participação política |
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Olinda - Para garantir seus direitos, os indígenas precisam eleger os próprios representantes políticos. “O papel político passa pela representatividade”, defendeu ontem a advogada Tatiana Ujacow do Comitê Intertribal – Ciência e Memória Indígena, durante palestra sobre os direitos para os índios, em evento paralelo aos Jogos dos Povos Indígenas, que começaram no sábado (24) em Olinda (PE). Como vereadores, deputados e senadores, os índios podem tentar valer os seus direitos e proteção de terras, língua e outros costumes. “À medida que ele [o índio] contribui para um projeto de lei, o documento terá o que ele reivindica”, argumenta. Para a advogada, os índios hoje não querem mais que apenas entidades religiosas ou organizações não-governamentais falem por eles. Sem representatividade política, Tatiana teme que os indígenas continuem sendo alvo de preconceito e discriminação. “A população não-índia ainda não aprendeu a respeitar a realidade e os costumes dos índios”, avalia. Tatiana Ujacow também defende o reforço do ensino sobre os índios nas escolas de direito. “Um advogado, promotor ou juiz, são pessoas que vão influir na vida das pessoas. Sem essa educação, observaremos sentenças estapafúrdias”, critica a advogada. Presidente da Comissão Especial de Assuntos Indígenas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso do Sul e membro do Instituto Warã, o advogado Wilson Matos da Silva afirma ter sido vítima de preconceito nos tribunais. Ele lembra que, ao participar de um julgamento em Amambaí (MS), chegou a ser expulso do fórum. “O juiz entendeu que eu era apenas um índio”, recorda. (Agência Brasil) |
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