POLÍTICA

PIB do Acre registra quarto maior crescimento entre os Estados

Dados de todo o país foram divulgados ontem pelo IBGE

Cedida
Carlos Ovídio disse que há
espaço para maior crescimento


O volume do Produto Interno Bruto (PIB) do Acre cresceu 7,3% em 2005 em comparação a 2004, levando o Estado ao quarto lugar entre as Unidades da Federação que mais registraram incremento na tabela das Contas Regionais 2002/2005 divulgadas nesta segunda-feira pelo IBGE.

O desempenho acreano foi influenciado pela agricultura e silvicultura e exploração florestal, com 19,4% e 7,7%, respectivamente - nichos do chamado “mercado verde”. “E ainda temos condições de crescer muito mais”, disse o secretário de Florestas do Acre, Carlos Ovídio. Para ele, o capital decorrente desse incremento é de caráter privado e, portanto, de maior potencial de circulação. No Acre, os serviços de informação também apresentam bons resultados, crescendo 26,1%.

Amazonas foi o estado de maior variação do volume do PIB de 2005 em relação a 2004 (10,2%), enquanto Paraná (-0,1%) e Rio Grande do Sul (-2,8%) tiveram quedas.

São Paulo cresceu, em volume do PIB, 3,6%. O setor agropecuário (3,6%) teve queda, principalmente pelo aumento do preço de insumos cotados em dólar, afetando especialmente a cultura da soja. O Rio de Janeiro teve crescimento do PIB de 2,9%. Na comparação com a antiga série (1985 como ano de referência), o novo cálculo do IBGE mostra que, em 2002, o Centro-Oeste (de 7,4% para 8,8%) e o Sudeste (de 56,3% para 56,7%) elevaram sua participação no PIB brasileiro. Nas demais regiões, houve quedas.

Na série antiga, a participação do Sul em 2002 era de 17,7%, mas caiu para 16,9% na série nova (2002 como ano de referência). O Norte diminuiu de 5% para 4,7%, enquanto os estados nordestinos tiveram queda de 0,5 ponto percentual (de 13,5% para 13%).

Impactos - Além de um novo capital circulante, os impactos da política florestal de apoio à silvicultura e ao manejo sustentável produziram valor agregado com redução da pressão sobre a mata nativa. “Tínhamos apenas 4% de planos de manejo e hoje temos 90%. Além disso, cada vez mais o Estado vende seus produtos com alto valor agregado”, concluiu Ovídio. (Agência de Notícias do Acre)

 
 
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Rio Branco-AC, 27 de novembro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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