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Período de 2000 a 2010 será a melhor década da história do Acre, diz Jorge Viana A poucos dias de deixar o cargo que ocupou por oito anos, governador afirma que sua administração foi vitoriosa porque em todas as ações ele colocou sentimento |
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O governador Jorge Viana fez nesta terça-feira um balanço de seus oito anos no comando do Governo da Floresta durante entrevista ao jornalista Alan Rick, que apresenta o programa Gazeta Entrevista pela TV Gazeta, retransmissora da Rede Record no Acre. Viana falou de todos os assuntos mais importantes de sua administração, respondeu a diferentes perguntas e afirmou que as estatísticas em breve mostrarão que o período de 2000 a 2010 será a melhor década da história do Acre - e os dois últimos anos do Governo da Floresta terão sido os mais significativos nesses oitos anos. “O senhor imaginava que em 1999, quando assumiu, dava para fazer tanto?”, perguntou Alan Rick na abertura do programa. “O povo vivia uma desesperança. Aqui era o lugar onde nada dava certo, mas se você tem um projeto, monta uma equipe e reúne condições de governabilidade aí tem condição de fazer as coisas”, respondeu Viana, reafirmando que sua chegada ao governo não ocorreu para ser contra esse ou aquele grupo, mas trabalhar pelo Acre. “Quebramos muitos tabus”, disse, discorrendo sobre o fenômeno de ter sido reeleito e feito seu sucessor para um terceiro mandando da Frente Popular do Acre, a FPA, coligação que deu e mantém sólida sustentação política à sua administração. Viana afirmou que sua gestão foi vitoriosa também porque colocou sentimento em suas ações e, mesmo tomando atitudes duras, acabou sendo bem compreendido porque as pessoas descobriram que a decisão não era contra elas. “Com o tempo, aqueles que discordaram entenderam que não era contra eles que tomei a decisão”, disse. Estimulado a falar sobre a emoção demonstrada nos últimos eventos oficiais (Viana chorou ao despedir-se de servidores no Palácio das Secretarias e na inauguração da Biblioteca da Floresta Marina Silva), o governador disse que “o Acre é meu ninho” e, por isso, sua paixão pelo Estado e seu povo. Citou o conselho de um amigo, que o alertou para que fizesse política enquanto pudesse colocar emoção em seus atos e palavras - e assim se manteve desde que iniciou a carreira como prefeito de Rio Branco: “Tudo o que faço na vida ponho sentimento”, disse. “Continuo me emocionando com o que falo. Daí a diferença entre cuidar e administrar. Uma mãe, por exemplo, não administra o filho”, exemplificou. “Estou na política porque ainda consigo me emocionar.” Os desafios do Governo da Floresta foram muitos - e a ansiedade para fazer muito de uma só vez era grande, dissertou Viana. - E como foi que eu fiz? - questionou o governador. Era preciso, lembrou ele, fazer o que fosse mais fácil no início de modo a preparar o terreno para realizar as coisas mais complexas. Havia coisas imediatas, como tirar os municípios do isolamento, ganhar a confiança das pessoas. “Coisas que não são tão importantes nos dão condições de fazer as coisas que levam mais tempo”, afirmou. “Sempre compartilhei com os companheiros que tínhamos tempo para arrumar o Acre. E hoje, comparando com outros Estados, o Acre está numa situação de vantagem.” Nesse prisma, os melhores anos desta fase do Governo da Floresta foram 2005 e 2006. Logomarca e nome do Governo da Floresta serão mantidos O Governo da Floresta seguirá sendo o nome da gestão Binho Marques, que é um de seus idealizadores - e a castanheira estilizada, a marca que durante oito anos projetou a Florestania ao Brasil e ao mundo, continua como logomarca da próxima gestão. A informação foi passada pelo governador Jorge Viana a Alan Rick. A Florestania é a experiência de sustentabilidade do Acre, a metáfora adotada pelo governo do Acre ao projeto que busca o desenvolvimento econômico e social com a preservação do meio ambiente. O nome e a marca ressaltam esses fundamentos. Viana ressaltou que a marca foi desenvolvida pelo jornalista Toinho Alves e Binho, que “burilou” a castanheira. A essência desse pensamento foi formulada em conjunto, conforme praticamente tudo que foi no governo Jorge Viana. “Quem me conhece sabe que trabalho em equipe”, disse. Grandes negócios esperam investimentos em todo o Estado Jorge Viana vê o Acre como o Estado das oportunidades. Há um corredor de exportação, um mercado de 30 milhões de pessoas na Comunidade Andina pronto para consumir diferentes produtos - e um destino final pujante, a Ásia -, que se configura na Estrada do Pacífico. “Imagino o Acre como nossa empresa e a floresta como nosso negócio. Nossa floresta estará salva quando nós a usarmos bem”, disse o governador ao responder a pergunta de Alan Rick sobre quais seriam os cinco melhores investimentos que um empreendedor poderia fazer no Acre. “Primeiro, investir no Acre é uma boa”, afirmou, apresentando os projetos que já estão em andamento e colocam o Vale do Acre na fase final de industrialização. Novos negócios podem ser agregados, por exemplo, ao negócio da madeira, como a produção de compensados e de mais uma indústria de pisos e decks. Serviços como a mecanização visando agregação à usina de álcool com a produção de cana-de-açucar e aproveitar os negócios que surgirão a partir do abatedouro de aves que também está sendo instalado na região da BR 317, o corredor que liga aos portos peruanos e de lá para a Ásia. O governador lembrou que, ainda em fase inicial, a Rodovia Interoceânica (a Estrada do Pacífico no lado peruano) já tem fluxo de veículos superior ao que era prevista para ocorrer em dois anos. Um outro bom negócio é a expansão das empresas para o interior acreano. Viana citou que as concessionárias crescem porque há consumidor e é hora de levar os negócios para os municípios. Obras afirmam amor de Viana pelo Acre O grande número de obras que se espalhou pelo Estado é a prova do amor que Jorge Viana dedica à sua terra e ao povo acreano. Alan Rick apresentou imagens de obras que marcam essa primeira etapa do Governo da Floresta, como a Usina de Arte João Donato - uma “cria do Binho” -, a Terceira Ponte sobre o rio Acre, Via Verde e Via Chico Mendes, projetos que dão visibilidade às obras, porquanto as integram umas às outras. “Antes, dava a impressão de ser um pedaço aqui e outro ali. Agora não”, explicou o governador. Rick mostrou também o Novo Mercado Velho e a Passarela Governador Joaquim Macêdo, “uma ousadia da engenharia”. “Ela vai entrar nos livros de engenharia do mundo inteiro”, afirmou. E pediu: “Por favor, não deixem Rio Branco ser privatizada de novo”. O governador referia-se ao trabalho de remoção de quiosques, camelôs e botecos em praças e espaços públicos, o que impedia a presença das famílias. Foram mostrados a Praça da Revolução, o Parque da Maternidade e a Biblioteca da Floresta Ministra Marina Silva. Apoio sem ingerência ao governo Binho Viana rechaçou qualquer possibilidade de ingerência no governo de Binho Marques, reafirmando sua solidariedade com o amigo e companheiro de muitos anos de luta e trabalho em defesa do Acre e de um projeto de sustentabilidade para a Amazônia. “Binho está conduzindo cada processo, já está fazendo do jeito dele”, disse, informando que estará se ausentando do Acre - uma “quarentena” para descansar - e que poderá eventualmente, se solicitado, emitir opinião sobre determinado assunto, mas que não tem intenção de conduzir nada que diga respeito ao governo. “Binho tem a mesma compreensão, temos um projeto com a FPA.” Quanto ao propalado “enxugamento da máquina”, Viana rechaçou que tenha inchado o governo e que o desenho com o número atual de secretarias se fazia necessário para um determinado momento da administração. “Defendo planejamento, que haja mudança. Em política, time que está ganhando se mexe para continuar ganhando.” O governador desejou ao sucessor a mesma sorte - “e ele a terá” - que teve para compor a governabilidade tão necessária. Viana ressaltou o apoio do Tribunal de Justiça, da Assembléia Legislativa, dos senadores Tião Viana, Sibá Machado e da grande maioria da bancada federal; do Ministério Público, Tribunal de Contas e da sociedade de um modo geral. |
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