COTIDIANO

Acreano é classificado em 11º lugar entre 20 finalistas do concurso Mister Brasil Mundo

 


Val Sales

Para alguns pode até parecer pouco a classificação do 11o lugar no Concurso Mister Brasil Mundo, mas para Francineudo Souza da Costa, 21, que disputou, com a cara e a coragem, o certame que envolveu milhares de personagens do mundo da moda de todo o país, a vitória é significativa.

Ele foi selecionado por foto na agência de São Paulo e convidado a participar do concurso realizado no último dia 16 em Curitiba, Paraná. Também conquistou o terceiro lugar na classificação geral das provas de esporte e atletismo que envolveu o salto à distância, natação e arremesso de basquete e boliche.

Sem conseguir patrocínio no Acre, o rapaz contou com a ajuda de um empresário paulistano que, mesmo sem conhecê-lo, pagou a franquia de R$ 2,5 mil exigidos pela agência. “Contando com essa ajuda eu consegui pagar a passagem de ida e volta para Curitiba e pessoalmente gostei da classificação, porque havia muitos outros concorrentes de peso que obtiveram menores notas que eu”, ressaltou ele, porém, de forma modesta.

Frnacineudo é filho de família humilde, e não se incomoda em dizer que mora no bairro Sobral, um dos locais mais povoados e com fama de violento da capital. Ele continua sem patrocínio, mas já recebeu convite para desfile fora do Estado. “Estou aguardando a confirmação”, afirmou.

Simples e com sorriso tímido, o rapaz se traduz tal qual se apresenta, ou seja, sem tornar aparente qualquer papel que não seja o seu próprio. “Tento ser bom filho, bom amigo e gostaria de ingressar na carreira da moda pelo tempo que me for permitido, mas sei o quanto o espaço é concorrido e tenho consciência da minha origem humilde”, declarou.

Como ele, dezenas de outros rapazes acreanos sonham com uma chance de brilhar nas passarelas e revistas de moda do país. No entanto, quando consegue um espaço a maioria acaba sendo sufocada pela falta de incentivo financeiro. “Desde muito pequeno eu acreditei nos meus sonhos, que se tornaram ideais com o passar do tempo, e hoje luto pelo que acredito, ainda que se trate de algo muito difícil. Sem querer fazer trocadilhos, minha mãe me ensinou que o impossível é só um pouco mais difícil.”

 

 
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Rio Branco-AC, 28 de janeiro de 2007
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