| PÁGINA DO EMPREENDEDOR | |
| Rio acima, rio abaixo Fabricação de canoas e barcos que levam desenvolvimento e diversão pelos rios e igarapés |
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“Navegar é preciso.Viver não é preciso”, perpetuou em versos Fernando Pessoa o sonho lusitano de conquistar o mar. E nesse “mar” de floresta Amazônica, com poucas estradas e muitos rios, faz-se necessária a arte dos fabricantes de canoas e batelões que nesse eterno leva e traz transportam carga, gente e sonhos de conquista. Francisco Ilmar de Lima, 52 anos, pai de um filho, é um desses artistas que há 30 anos dedicam seus dias a fazer embarcações que transportam a produção dos ribeirinhos como também garantem diversão àqueles que se aventuram em passeios e banhos pelos rios ou em pescaria nos lagos e igarapés.
Fazer canoa é arte que não se aprende na escola, passa de pai para filho e que aos poucos está morrendo pelo pouco interesse das novas gerações mais voltadas aos computadores, máquinas ou barcos de fibra de vidro ou plástico. Nascido numa colônia de Tarauacá, Ilmar era desses que mostrava curiosidade e “tendência” desde menino, quando ao ver o pai alternando seu tempo entre a labuta no roçado e o atender encomendas de canoas e cascos espiava o passo a passo para fazer suas próprias miniaturas, que como ele cresceram para virar barco de gente grande. “Nunca precisava ninguém me ensinar nada não, bastava ficar olhando e pronto: juntava uns pedaços de madeira e fazia minha embarcação”, recorda ele. “As melhores madeiras para fazer barco grande é a itaúba, a cerejeira e o balsamo, mas já estão ficando difíceis de encontrar. Canoas e botes a gente faz de cedro e cerejeira, cedro é a preferida porque é mais leve pra carregar.” Dupla profissão Durante quatro, no máximo cinco meses do verão, Ilmar trabalhar com a cooperativa que atende ao Deracre na abertura e recuperação dos ramais da zona rural, o resto do tempo é na oficina localizada debaixo de sua casa na rua Primeiro de Maio, 715, ao lado do Sindicato dos estivadores, no Segundo Distrito, próximo da Ponte de Concreto. “Aceito encomendas para fazer canoas e barcos, conforme o desejo dos fregueses, mas também tenho sempre algumas canoas prontas para vender na hora. Faço uma canoa em quatro dias, deixo no ponto pra pintar”. A canoa de três metros custa R$ 200, a de quatro metros R$ 350 e a de cinco metros R$ 400. Contatos pelos telefones 3223-6649 ou 9281-5234. Empreender na cozinha Juracy Xangai Depois de trabalhar por mais de 20 anos como empregada doméstica e cozinheira em vários restaurantes de Rio Branco, Osmarina de Andrade Dias, 47, mãe de quatro filhos, resolveu que já era hora de abrir o próprio negócio. A falta de recursos foi compensada com boa vontade e os conhecimentos nas artes da cozinha saborosa oferecida a preços populares no pequeno restaurante que alugou em frente ao estádio José de Melo, próximo ao posto Shell, no centro. “Trabalhei no Sopão do Isaurão, na Carne de Sol, em frente à Caixa Econômica Federal do Bosque, sempre como empregada e mal ganhava o de comer com meus filhos. Foi por isso que comecei a pensar na vida e resolvi que já era hora de trabalhar pra mim mesma e estou gostando”. Garante Osmarina. Um de seus filhos tirou férias para ajudar a mãe a estruturar o negócio. Enxergando um novo nicho de mercado, os funcionários de loja que não podem voltar para comer em casa e acham muito caro os pratos oferecidos pelos restaurantes, sai logo cedo tomando encomendas da freguesia e a partir das onze volta fazendão a entrega das marmitas montadas. “Faço sempre dois ou três tipos de carne, conforme a preferência da freguesia, então o marmitex comum custa R$ 3, mas os que levam peixe ou galinha caipira custam R$ 4 porque saem mais caro para a gente fazer. O pessoal gostou do preço e da comida, já temos encomendas certas, também servimos na mesa e vendemos mais a cada dia”, explicou. |
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E x p e d i e n t e : |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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