COTIDIANO

Operação Terra do Sol prende mais um em Rio Branco

Polícia Federal ainda deve cumprir alguns mandados de prisão

 


Whilley Araújo

A Operação Terra do Sol, desencadeada na última quinta-feira pela Polícia Federal (PF) em quatros Estados brasileiros, continua acontecendo. Mais um envolvido na quadrilha que traficava cocaína de Rio Branco para a região Nordeste do país foi preso ontem no Rio Grande do Norte (RN).

No Acre, sete pessoas já foram detidas pelos agentes federais e prestaram depoimento na sede da PF. Depois de serem ouvidos, todos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exames de praxe e em seguida foram levados à Unidade de Recuperação Social Francisco de Oliveira Conde, onde permanecerão por um tempo aguardando julgamento.

Segundo o assessor de imprensa da PF no Acre, Plínio Bóson, algumas das pessoas detidas já tinham passagem pela polícia por cometerem crimes como assalto, homicídio e até estupro. “Muito dos envolvidos na quadrilha já tinham feito outros delitos, inclusive dois deles já cumpriam pena no presídio estadual”, afirma.

O assessor aproveitou a oportunidade para esclarecer ao advogado de Lucilene Avelino Pereira (uma das pessoas detidas durante a ação da PF) que a prisão de sua cliente foi legal, já que o mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça do RN e não pela do Acre.

“Inclusive nossos agentes encontraram uma arma de fogo na residência de Lucilene, o que faz com que ela seja indiciada também por porte ilegal de arma, ficando sujeita, além das penalidades relacionadas ao tráfico de drogas, a cumprir entre dois e quatros anos de reclusão”, destaca Plínio.

Algumas pessoas ligadas à quadrilha ainda devem ser detidas pelos agentes federais, um dos traficantes que tiveram o nome citado deveria se apresentar ontem na sede da PF no Estado com seu advogado. Um outro mandado também deve ser cumprido.

Após a unificação das operações policiais, em apenas sete meses, foram apreendidas aproximadamente uma tonelada de maconha e 150 quilos de cocaína, resultando em trinta prisões de traficantes em flagrante delito.

Atuação da quadrilha

O serviço de investigação da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da PF levantou nas investigações o modo como a quadrilha atuava para traficar a droga. o Acre era a rota de entrada do entorpecente que seguia para o Centro-Oeste e Nordeste pela estrada e por avião.

Na estrada

Em Rio Branco, a droga era embarcada em automóveis na maioria das vezes dirigido por Amiraldo de Sousa, o Esporão, que fazia a entrega do carregamento em Goiás. Lá, outros membros da quadrilha se encarregavam de passar adiante os pacotes.

Por avião

A quadrilha contratava pessoas (as mulas) para viajar para o Nordeste, levando na bagagem certa quantidade de droga. Os mensageiros recebiam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil pelo transporte. O dinheiro era depositado na conta da pessoa no momento em que o receptor confirmava o recebimento da encomenda.

 

 
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Rio Branco-AC, 28 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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