POLÍTICA

Dia do Orgulho GLBT é comemorado hoje em todo o mundo

Entidade lança Núcleo de Direitos Humanos e Combate à Homofobia

Cedida
Germano Marino, presidente da AHAC


Val Sales

Hoje é comemorado em todo o mundo o início do movimento dos Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT) em prol da liberdade de expressão e igualdade de direitos desse segmento da população. Nessa data ocorreu na cidade de Nova York o que veio a ser conhecido como a Rebelião de Stonewall. O local era (e ainda é) um bar de freqüência GLBT que sofria repetidas batidas policiais sem justificativa.

Nesse dia, os freqüentadores se revoltaram contra a polícia e o tumulto que se seguiu durou três dias, mudando para sempre as atitudes repressivas das autoridades perante os GLBT e dando início à luta pela igualdade de direitos dos GLBT no mundo todo.

“Todos os anos desde então esta data é celebrada por meio de paradas e outros eventos culturais, numa expressão de orgulho - e não vergonha! -  de assumir publicamente a orientação sexual e identidade de gênero GLBT”, lembra o presidente da Associação dos Homossexuais do Acre (AHAC), Germano Marino.

Ele explica que a data será comemorada oficialmente no dia 5 de julho, com o lançamento do Núcleo de Direitos Humanos e Combate a Homofobia (NUDICHO), às 8 horas, no Theatro Hélio Melo. O evento contará com a presença da representante do Programa Brasil Sem Homofobia, Mariana Tavares. Ela é membro da Secretária Especial dos Direitos Humanos, da Presidência da República.

“O NUDICHO e uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e a Universidade Federal do Estado do Acre, através da Pró-reitoria de Extensão e Cultura. O Núcleo é um espaço de cidadania habilitado a fornecer orientações gerais sobre direitos humanos a todas as vítimas de violações, bem como prestar atendimento especializado a vitimas de discriminação e violência homofóbicas à população GLBT do Estado do Acre”, explicou Marino.

Ele lembrou ainda que ainda nos dias atuais qualquer pessoa pode adotar uma criança, modificar o nome original do registro de nascimento, doar sangue ou simplesmente namorar numa praça pública, desde que não assuma a condição de homossexual. “Caso contrário, o ato considerado “natural” pode ser transformado em constrangimento público, frustração, depressão ou até mesmo brigas judiciais. Numa sociedade rotulada como moderna, o preconceito ainda dita as regras”, acrescenta.

Este mês foi realizada em São Paulo a maior parada gay do mundo, reunindo milhares de pessoas. A bandeira do arco-íris, símbolo de luta dos homossexuais ficou em evidência na Avenida Paulista. Mas o slogan da 11ª edição da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros), “Contra o racismo, o machismo e a homofobia”, trouxe à tona outra questão: a falta de políticas públicas voltadas para esse público.

“Mesmo com toda a articulação e mobilização nacional dos grupos de defesa do segmento homossexual, a sociedade ainda não está adequada para agregar as diferenças sexuais. Diante disso neste mesmo dia do Lançamento, a AHAC estará colhendo assinaturas em favor do Projeto de Lei (PLC 122), projeto que Criminaliza a Homofobia no Brasil, que se encontra hoje na Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal.”

 
 
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Rio Branco-AC, 28 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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