COTIDIANO

Estiagem agrava e pode deixar capital sem abastecimento

Nível de 1,85 metro das águas do rio Acre foi registrado ontem

Regiclay Saady
Chuva de ontem não afetou
o nível do rio, que deve continuar baixando nos próximos dias


Renata Brasileiro

O rio Acre está se aproximando das condições em que ele se apresentava em setembro de 2005, quando foi registrado o menor índice de águas em toda a sua história.

A informação é da Defesa Civil Municipal, que já começa a trabalhar com planos estratégicos para evitar que a cidade entre em um verdadeiro colapso, segundo o coordenador do órgão, coronel Gilvan Vasconcelos.

Na manhã de ontem, o afluente media 1,85 metro, apenas dois centímetros a mais do que o registrado no ano passado nessa mesma data. A previsão, segundo a Defesa Civil Municipal, é que a vazante continue com aproximadamente um centímetro por dia, e juntamente com o Corpo de Bombeiros e com o Saerb, o órgão já trabalha com a possibilidade de a seca ser tão intensa quanto há dois anos, quando a menor cota das águas alcançada foi de 1,64 metro.

“Felizmente nós temos uma capacidade muito maior de produção de água em relação aos anos anteriores e por isso a cidade ainda não está em crise. Cerca de mil litros são produzidos por segundo, chegando com agilidade aos bairros”, destacou o coronel.

Mesmo com a capacidade, ele orienta às comunidades que evitem o desperdício. Ele destacou ainda que o fato de alguns bairros terem ficado sem abastecimento neste fim de semana não tem relação nenhuma com o baixo nível do Rio Acre, segundo o coronel.

O coronel acredita que algum problema corriqueiro pode ter ocorrido na mais nova Estação de Tratamento de Água (ETA), mas também não descarta a possível chance de uma futura crise estar relacionada, sim, ao Rio Acre.

A Defesa Civil anunciou que o rio Acre deverá voltar a normalidade no mês de outubro, quando as incidências de chuvas voltarem a ser mais freqüentes.

“Por enquanto o rio não está recebendo água nenhuma. No mês de junho, por exemplo, o índice pluviométrico registrado foi zero. Em julho choveu 14,8 milímetros, o que é considerado insuficiente”, completou um técnico do órgão.

Na manhã de ontem, pescadores que ficam no entorno do rio Acre diariamente aproveitaram o baixo nível para praticarem a atividade dentro da água. De tão baixo que o nível estava os pescadores podiam ser vistos com boa parte do corpo fora da água, que cobria somente a uma altura acima do joelho.

A entrada no rio feita pelos pescadores nessa época do ano também é estratégica para se refrescarem do calor. Na manhã de ontem o calor foi intenso, sendo amenizado apenas com as pancadas de chuvas ocorridas no início da tarde.

 

 
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Rio Branco-AC, 28 de agosto de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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