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| Conselho para jornalistas Acre participa do XV Enjac, que se engaja na luta pela valorização da profissão |
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Brasília - Cerca de 150 jornalistas trabalhadores em assessorias de comunicação do país inteiro, reunidos em seu XV Encontro Nacional, realizado no Rio de Janeiro no final da semana passada, decidiram reiterar a luta pela criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ). Os jornalistas entendem que a instituição vai representar um significativo passo na defesa da profissão, cuja regulamentação vem sendo constantemente atacada, tanto pelos donos da mídia quanto por grupos políticos que temem perder o controle da informação. O Acre esteve representado no encontro pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas do estado (Sinjac), Raimundo Afonso, e pelas jornalistas Jane Vasconcelos e Neide Santos, respectivamente assessoras de imprensa do Ibama e do Incra, que participaram da aprovação de outras teses defendidas pela categoria. Além do CFJ, os jornalistas de assessoria de comunicação defenderam a formação específica para o exercício da profissão, com mais qualidade nos cursos de graduação em jornalismo. “A exigência do diploma e a regulamentação da profissão se fazem necessárias para garantir à sociedade uma informação ética, isenta e responsável. É contra esse desejo da categoria que se insurgem muitos dos que combatem a criação do Conselho Federal de Jornalistas”, diz a “Carta do Rio de Janeiro”, aprovada ao final do encontro, promovido pelo sindicato de jornalistas daquele município, com apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Por essas razões, de acordo com a carta, os jornalistas em assessoria de comunicação encontram-se engajados na Campanha Nacional pela Valorização da Profissão de Jornalista. Segundo os participantes do XV Enjac, falar em valorização da profissão de jornalistas significa, também, valorizar o segmento de jornalismo em assessoria de comunicação, que hoje já representa a maioria dos postos de trabalho no país. “É público e notório que nossa atuação profissional em assessorias de imprensa – função que é privativa de jornalistas - garante a definição de políticas de comunicação e a conseqüente produção de informações de qualidade, além do desenvolvimento de um trabalho mais eficiente, seja com os veículos de comunicação, seja com o público interno ou mesmo com a sociedade”, destaca o documento, aprovado por unanimidade no Enjac, que será realizado em 2007 na cidade de Fortaleza (CE). Na busca pela constante capacitação profissional, os jornalistas em assessoria de comunicação também defenderam que os cursos de Jornalismo tenham a cadeira de Assessoria de Comunicação como disciplina obrigatória, agregando ferramentas e elementos relacionados com as novas tecnologias e que tenham interação com a prática do mercado. “A prática constante do exercício da profissão com ética é fator fundamental para o fortalecimento do segmento de Assessoria de Comunicação. Por isso mesmo, vamos dar início a uma ampla campanha pelo cumprimento de todos os preceitos do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros”, assinalam os jornalistas. Por fim, o segmento mais numeroso da categoria dos jornalistas se manifestou sobre a situação atual da política brasileira. “Os jornalistas em assessoria de comunicação exigem a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e a punição de todos os envolvidos. Assim como se manifestam pela instalação de um ambiente ético no mundo dos negócios e da política, historicamente comprometido pelos interesses privados em detrimento do interesse público”, completa a carta. |
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