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Do Editor |
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Parabéns a eles! Dezenas de homens e mulheres comemoraram ontem, timidamente, o Dia Internacional do Idoso. Uma festinha aqui, algumas garrafas de refrigerantes ali, discursos alusivos àqueles que nos ensinaram a conhecer os dois lados da vida. E tudo volta ao normal no dia seguinte. De todo modo, é gratificante saber que pessoas de coração altruísta ainda têm a consciência de olhar para trás e reconhecer nos olhos quase turvos e nos fios de cabelos brancos histórias que talvez nunca serão narradas, mas que estão eternamente gravadas e prontas para se revelar sempre quando a necessidade se apresentar. No mundo das palavras agora dominado por eufemismos, é tarefa bastante difícil determinar quando a “segunda idade” chega ao fim e surge a chamada terceira idade. Cinqüenta, sessenta, setenta anos? Delimitar essa fronteira não parece ser algo tão relevante quanto o gesto de entender quem teve o privilégio de nascer primeiro, de ouvir o desabafo latente, de concordar com a lição que é fruto da sabedoria, uma oferta gratuita do Criador. Estão de parabéns todos aqueles que conseguiram, a despeito das dificuldades, alcançar esse dia. Também aqueles que a debilidade aniquilou no meio do percurso. E, especialmente, os que se preparam para ingressar no maravilhoso grupo dos que lutam para prosseguir a caminhada, verdadeiros mestres que ensinaram aos mais novos a humildade e o perdão, itens indispensáveis a quem deseja experimentar, na sua plenitude, o significado da palavra “felicidade”. |
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