COTIDIANO

Direitos Humanos e juíza investigam ações de Geraldinho contra Dóris e filha menor

Regiclay Saady
Maria das Dores Siqueira, a Dóris


A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania do Acre está investigando a acusação de tortura psicológica que o senador Geraldo Mesquita Júnior e sua esposa, Maria Helena, teriam cometido contra a ex-chefe de seu escritório político em Sena Madureira, Maria das Dores Siqueira da Silva, a Dóris, e sua filha menor de idade.

Paralelo às investigações dos Direitos Humanos, a juíza da Infância e da Juventude do Acre, Maria Tapajós, também ouvirá nos próximos dias o depoimento da filha de 16 anos de Dóris, que também teria sido torturada psicologicamente quando foi “encarcerada”, junto com sua mãe, numa chácara em Rio Branco, para que a ex-servidora depusesse a favor do senador no processo de cassação que lhe move o Conselho de Ética do Senado por cobrar mensalinhos de 40% dos salários de seus servidores.

Junto com o longo depoimento que já tomou de Dóris, a Comissão de Direitos Humanos está formando um dossiê que será enviado a outros órgãos de direitos humanos do país, em especial à Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, onde o ex-deputado Hildebrando Pascoal foi primeiro denunciado por assassinar com motoserras seus desafetos no Acre.

A ex-chefe do gabinete político de Geraldinho em Sena Madureira confirmou ontem sua intenção de processar o senador por tortura psicológica e por ter quebrado seu sigilo bancário da tribuna do Senado. O mesmo deverá fazer o ex-servidor Paulo Santos, que acusou o senador no Conselho de Ética de ter retirado 40% de seus salários durante um ano e um mês.

Esta semana, Geraldinho Mesquita anunciou que já entrou na terceira Vara Criminal de Criminal da Justiça de Brasília com processo de difamação, calúnia e injúria contra Dóris e contra o jornalista Hugo Marques, da revista IstoÉ, que publicou matéria em que Dóris acusa o senador de ter usado notas fiscais frias do comércio de Sena Madureira em sua prestação de contas ao Senado, de ter feito tortura psicológica e de a ter mantido isolada numa chácara em Rio Branco para que ela o defendesse no Conselho de Ética.

 

 
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Rio Branco-AC, 28 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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