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E parabéns

Ou: por ser, por crer, por viver

Como num programa de TV. Numa revista. E qualquer outro veículo que dura o ano todo, a última edição costuma apresentar uma espécie de retrospectiva. E por que não fazer o mesmo aqui? Na verdade, essa história já contamos muitas vezes e estamos até já sem vontade de recapitular tudo. Não é que falte força, palavras, ânimo, ou sei lá o quê. Mas é que simplesmente já tocamos nesse assunto tantas e tantas vezes....

Mas é claro que podemos dizer que tudo começou em 2005, quando os diversos segmentos artísticos e desportivos iniciaram um processo de diálogo para falar sobre sua situação, sonhos e problemas. No ano seguinte, todos os dados foram organizados e publicados numa revista. Mas ainda naquele ano anterior, analisamos os Sistemas de Cultura já existentes e implantados no Brasil.

Assim, foi possível esboçar um Sistema Municipal de Cultura para Rio Branco. O documento circulou entre o movimento cultural rio-branquense, que discutiu e reformulou o texto durante vários fóruns. Até que o documento foi aprovado não só pela classe artística e desportiva de Rio Branco, mas também pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo Prefeito Raimundo Angelim.

Uma historinha até fácil de descrever. Quer dizer, é fácil agora, depois da quantidade de experiências que passamos, dos desafios dos diálogos, da argumentação, e de tantos outros questionamentos que surgiam e desapareciam o tempo todo. Agora, aparentemente, é até fácil. Porém, chega até a ser injusto, resumir tudo assim, em poucas palavras...

Sem falar nas crises existenciais: O esporte é também cultura? Mas e a dança, arte ou esporte? E a capoeira, arte marcial ou patrimônio cultural? E o turismo, onde fica? O conselho deve ou não ter presidente? Além da busca pelo espaço, pela representatividade; além do exercício de visualizar a cultura nas surpresas e nas normalidades do nosso dia-a-dia e do desafio maior de aprender a se comunicar com o diferente e descobrir o quanto ele é igualzinho. E então ficar confuso. E então entender e se desentender. E levantar o crachá e fazer parte da votação!

E hoje, na última coluna do ano, numa espécie de retrospectiva superficial sobre Conferência e Sistema Municipal de Cultura, a cidade faz aniversário. É preciso parabenizá-la pela sua história. Logo, estão de parabéns todos os rio-branquenses autores desse enredo. E que, entre tantos manifestos, contos e causos, contribuíram para este acontecimento inédito na política cultural – mais um episódio para os outros que serão lembrados.

Aos 125 anos da cidade de Rio Branco, a Fundação Garibaldi Brasil parabeniza os artistas, desportistas, produtores, líderes comunitários e todos os responsáveis por esta construção, por ser parte desta história, por crer nesta história e por viver esta história – que também é de esporte, de arte, de memória e de cultura, em fim...

 
Artigos completos no site: http://culturarb.blogspot.com
e-mail para: fundacaogaribaldibrasil@gmail.com
 
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Rio Branco-AC, 28 de dezembro de 2007
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