| COTIDIANO | |
A realidade social no palco |
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Eles encenam a problemática de uma realidade nada satisfatória, abordando a prostituição, a corrupção entre políticos, a degradação social que leva cidadãos à condição de pedintes ou moradores de rua, em uma trama envolvente no espetáculo “Morro do Ouro”. Mas antes de entrar em cena hoje, às 20 horas, no Theatro Hélio Melo, a companhia de teatro Trincheira, de Porto Acre, também viveu suas dificuldades com a falta de estrutura para continuarem fazendo arte. Com onze integrantes, eles formam o único grupo de teatro do município, e a diretora Andréia Coelho de Oliveira, diz que ainda assim, o apoio é quase zero, e chegar até Rio Branco para se apresentarem é sempre uma tarefa muito difícil. A apresentação de hoje contará com alguns atores de Rio Branco, que substituirão atores que integram o grupo, mas não puderam vir por falta de estrutura, ao total eram dezesseis pessoas. O grupo Trincheira tem quase cinco anos de existência, e já fizeram três grandes espetáculos mais algumas ‘enquetes’, que são pequenas performances. Os integrantes têm a faixa etária de 14 a 25 anos, e alguns deles moram na Vila do Incra, há 29 quilômetros de Porto Acre. Até hoje, os cursos de formação que o grupo fez, foram possíveis graças ao apoio da Federação de Teatro do Acre (Festac). Na apresentação no Theatro Hélio Melo, será cobrado o valor de apenas R$ 3. A exibição do espetáculo “Morro do Ouro” faz parte da programação da Semana do Teatro, realizada pela Festac com apoio do Governo do Estado, que apresenta também hoje, “Brincando com os contos, do grupo Orakulo, às 17 horas, no mesmo local. O espetáculo – “Morro do Ouro” tem como personagem principal, Madalena, uma jovem considerada devassa, que namora um traficante e mora na favela Morro do Ouro – um lugar repleto de muitas e diferentes histórias. Levando uma vida que é sempre foco de comentários, Madalena tem seu destino transformado logo que o namorado é preso, e sua mãe, religiosa fervorosa, decide visitá-la. Daí a trama começa a se desenrolar. “O espetáculo fala da prostituição, da corrupção política, do mendigo. Acho que é o retrato da vida social, dos problemas presentes no cotidiano”, diz a diretora do grupo. SERVIÇO O quê: Apresentação do espetáculo “Morro do Ouro” |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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