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| ENTREVISTA | |
Sibá Machado convoca todos para abraçar a causa da prospecção |
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Essa é a perspectiva do senador Sibá Machado (PT-AC), presidente regional do Partido dos Trabalhadores, que, além de apoiar integralmente a bandeira de luta de seu colega petista, já sonha em usar o dinheiro dos royalties dos combustíveis para o Acre investir em infra-estrutura e em tecnologias capazes de gerar outros produtos, como os florestais, que irão garantir grande fonte de renda e de geração de empregos para a sua população, particularmente aquela situada na floresta. “Todo mundo tem que abraçar essa causa da prospecção”, destacou Sibá Machado, ao comentar a visita que uma delegação acreana, liderada pelo senador Tião Viana e integrada por políticos, ambientalistas e indígenas acreanos, fará na próxima segunda-feira à província petrolífera de Urucu, no rio Solimões, no vizinho Estado do Amazonas. Veja a seguir a íntegra da entrevista do senador. (Romerito Aquino) O que o senhor achou da idéia do senador Tião Viana de prospectar petróleo e gás no Acre? A decisão do senador Tião Viana é uma belíssima decisão. Ela tem que ser apoiada de forma inconteste por todos nós. É o que estou fazendo. Acho que nós acertamos o viés. E este é o viés do Acre. É todo mundo abraçar a causa. E eu defendo a estratégia do Acre produzir energia elétrica a partir do gás. Há perspectivas de produção dos dois combustíveis no Estado? Em primeiro lugar, essa questão energética é uma dívida da Petrobras para com o Acre, pois ela já tem um conhecimento muito grande das bacias de petróleo e gás da Bolívia, do Peru e de Urucu. Houve uma prospecção no Vale do Juruá e nunca ficou bem explicitado se há ou não reserva de gás. Agora, o senador Tião Viana nós dá essa possibilidade de saber, definitivamente, se o Acre dispõe dos dois combustíveis. Tudo indica que o estado os possui porque está situado entre as três grandes bacias petrolíferas da região. Quais as vantagens que esses combustíveis trarão para o Acre? Tenho defendido que, estrategicamente, todos os estados brasileiros têm que ser geradores de energia elétrica em alguma quantidade e diversas fontes possíveis. Essa é uma defesa que eu faço porque é uma estratégia de segurança nacional até. Nós não podemos prescindir disso. Acho que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ou qualquer outro esforço do governo federal deve levar cada um dos 27 estados a gerar energia elétrica. O que fazer com a produção de gás, por exemplo? Se tivermos gás em quantidade consideravelmente grande, será muito importante que o estado brigue para que venha produzir energia elétrica em vez de ser importador dessa energia. Devemos ser auto-suficiente e até exportador de energia, seja para os países vizinhos ou para o Sistema Integrado Nacional, que vai se interligar, pois só falta um pequeno trecho entre Rondônia e Mato Grosso. O senhor conhece Urucu, no Amazonas? Já visitei Urucu, sobrevoei de avião os seus 62 poços de exploração de gás e petróleo. Vi que os poços praticamente não agridem a floresta. A Petrobras tem um cuidado muito rígido para não fazer essa agressão. Deixar de derrubar e queimar a floresta E se o Acre tiver o gás em abundância, como vai aproveitá-lo? Vamos imaginar que temos gás no Vale do Juruá. O gasoduto de Coari a Manaus está sendo construído aproveitando em grande parte o leito dos rios da região, o que implica em menor impacto ambiental. Portanto, não tem rasgo na floresta. Um gasoduto ligando Cruzeiro do Sul a Rio Branco seria construído ao longo da rodovia BR-364 e não pela selva bruta. A mesma coisa se daria no trecho entre Rio Branco a Assis Brasil, ao longo da BR-317. Então, não há nenhum perigo de agredir as nossas riquezas florestais. Então o Acre só terá a ganhar com a produção de petróleo e gás? Além de garantir a geração de energia elétrica a partir do gás, o Acre terá muito a ganhar com os royalties que virão dessa matéria-prima. Eu visitei vários estados que produzem petróleo e gás. Visitei o Amazonas e vi que só a prefeitura de Coari, onde se encontra a jazida de Urucu, recebe em royalties mais que o dobro de todas as transferências dos governos federal e estadual para aquele município. Também visitei Sergipe. Podemos aportar esses recursos tanto em obras de infra-estrutura para o estado quanto no desenvolvimento de tecnologias de outros produtos. O Acre também poderá deixar de queimar e derrubar a sua floresta. Pode aportar, por exemplo, na verticalização total de sua pecuária. A Embrapa diz que nós temos menos de um animal por hectare. Com o mínimo de tecnologia, nós vamos para dois animais por hectare. Então, vamos dobrar os dois milhões de cabeças que existem no estado sem derrubar uma folha de mato. Nós temos que apostar em tecnologia, apostar mais na nossa Embrapa, na nossa Funtac, na nossa Ufac, instituições que têm que dar essas respostas. E em quais outros setores deveria haver aplicação do dinheiro dos combustíveis? Podemos ter um melhor aproveitamento madeireiro e não-madeireiro através de projetos de manejo florestal. Acho que nós estamos no caminho certo. Eu sempre defendo que não tem como pensar o desenvolvimento do estado comprando tecnologia de fora e comprando o fator principal do desenvolvimento, que é a energia. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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