COTIDIANO

Certificação abre novos mercados para a castanha-do-brasil

 


A certificação da castanha-do-brasil abre caminho para novos mercados e essa tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades extrativistas no Acre, Amapá e Pará. Um selo é capaz de contar a trajetória de um produto e ainda induzir ao planejamento e à práticas sustentáveis de manejo. No caso da castanha, entre os resultados palpáveis, constata-se a redução dos índices de contaminação por aflatoxina, o maior problema de mercado, e melhores preços na hora da comercialização.

Em 2003, a Central de Associações de Pequenos Produtores Rurais de Epitaciolândia e Brasiléia (Capeb), no Acre, conseguiu o selo Mercado Justo (Fair Trade), emitido pela FLO, o que garantiu preços diferenciados e espaço na União Européia. Essa conquista mobilizou entidades como Ecoamazon, WWF e Embrapa Acre (Rio Branco/AC) que centraram esforços num projeto piloto com 30 famílias na Reserva Extrativista Chico Mendes. Dois anos depois, a Capeb receberia outro selo, o de Certificação Orgânica do Instituto Biodinâmico (IBD).

Com esses resultados, a certificação ganhou força e um projeto envolvendo as quatro maiores cooperativas de castanha do Acre (Cooperacre, Cooperiado, Caex e Capeb), além do Sebrae, Governo do Estado, Embrapa, Ecoamazon e WWF saiu do papel para certificar mais 260 famílias no Vale do Acre nos próximos anos. “A exemplo de outras iniciativas como a de produtores de castanha no Amapá que também comercializam o óleo e de uma comunidade indígena no Pará, o que está sendo feito aqui é mais que fortalecer o agronegócio da castanha”, explica a pesquisadora Lúcia Helena Wadt, da Embrapa Acre. “É também consolidar uma atividade com base no tripé: economicamente justo, socialmente viável e ecologicamente sustentável”.

Os altos índices de contaminação por aflatoxina denegriu a imagem da castanha-do-brasil na Europa. Desde 2003, o governo federal tem aglutinado atores para reverter esse quadro com ações concretas em termos de pesquisa e desenvolvimento, política de incentivo e estratégias de marketing para o mercado interno e externo. A certificação é um dos resultados.

A castanha é a principal fonte de renda de milhares de famílias extrativistas na Amazônia, em especial, nos estados do Acre, Amazonas, Amapá e Pará. Nos últimos anos, a produção média tem sido de 25 mil toneladas/ano. No entanto, esse volume já foi bem maior e isso gera impactos diretos na vida dos extrativistas e na conservação da floresta.

Produtos derivados agregam valor à castanha

A farinha desengordurada de castanha-do-brasil é um dos produtos desenvolvidos pela Embrapa Acre em parceria com o grupo Miragina. Ela é rica em proteínas, vitaminas A e B1 e sais minerais como cálcio, fósforo e selênio e tem sido usada na composição de massas para pães, biscoitos e mingaus.

A pesquisa com farinha de castanha também incorporou a dimensão da segurança alimentar. No Triângulo, um bairro periférico de Rio Branco (AC), 140 crianças recebem reforço alimentar com farinha mista de castanha e banana. As mães fazem um mingau com a mistura e a cada 15 dias participam de encontros para pesagem e avaliação das crianças. Os encontros também oportunizam palestras sobre o melhor aproveitamento de alimentos, higiene e saúde. Apesar dos resultados desse projeto ainda não estarem concluídos, os indicativos promissores já animaram a prefeitura de Rio Branco a adotar a receita na merenda escolar.

No estande da Embrapa Acre na V Exposição Ciência para a Vida, o público tem acesso a esse produto participando do “Vestibular da Floresta”. Todos os dias, no horário da degustação, estão sendo servidos snacks de castanha desidratada e apimentada.

Até a próxima sexta-feira, estão abertas as inscrições para sete cursos de educação à distancia, oferecidos pelo Departamento de Gestão de Pessoas do e-ProInfo – Programa Nacional de Informática na Educação aos funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Cursos oferecidos: Desenvolvimento de Habilidades Gerenciais, para Chefes Gerais, Chefes Adjuntos e Coordenadores; Equipes de Alta Performance, apresentando os impactos e benefícios obtidos com o trabalho em equipe; Gestão de Pessoas, destinado a Chefes Gerais, Chefes Adjuntos e Coordenadores; Gestão de Projetos, enfatizando o planejamento, a execução e conclusão de projetos dentro do prazo e com orçamento estipulado; Jornada do Conhecimento, para funcionários que trabalham com computador e possuem nível médio completo; Negociação, destinado aos Chefes Gerais, Chefes Adjuntos, Coordenadores, Supervisores e técnicos que atuam nas Áreas de Comunicação e Negócios; e Open Writer, preparando o empregado para o trabalho na utilização e aplicação de diversos recursos do editor de textos. Este curso tem como requisito a instalação do programa Open Writer na máquina.

O e-ProInfo é um Ambiente Colaborativo de Aprendizagem a Distância, baseado em tecnologia web. Foi desenvolvido pela Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação –Seed.

O Programa permite planejar, administrar e executar ações de aprendizagem, como: Cursos a distância, Complementos a distância para cursos presenciais, Projetos colaborativos e Reuniões de trabalho.

Para que o usuário possa participar do e-ProInfo, ele deve inscrever-se em um ou mais cursos, durante o período definido de inscrições.

Os interessados devem preencher o formulário de inscrição contendo um espaço específico para que descrevam resumidamente o seu currículo, para que os participantes se conheçam, colaborando para a seleção dos participantes e para a escolha de parceiros para desenvolver, em conjunto, as atividades propostas, com a formação de grupos de pessoas com interesses em comum.

Uma vez selecionada, a pessoa é automaticamente informada pelo e-ProInfo, por meio de e-mail, que sua inscrição foi aceita, recebendo um nome e uma senha para acesso, que serão os mesmos para todos os Cursos que o usuário vier a participar.

Após receber seu nome de Usuário e Senha, ao entrar no Ambiente, a pessoa já estará, automaticamente, matriculada no Curso escolhido, devendo, a partir daí, matricular-se ou ser matriculado na Turma, respeitando sua seqüência e eventuais pré-requisitos, definidos pelo Coordenador do Curso.

 

 
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Rio Branco-AC, 29 de abril de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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