OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Deficiente, sim; inútil, não!

Durante muito tempo as pessoas com deficiências eram tratadas como se fossem apenas parcialmente capacitadas e suas famílias as mantinham “guardadas” em casa para protegê-las de qualquer forma de discriminação. Esse tempo passou e hoje essas pessoas com necessidades especiais estão nas academias, nos bancos de escolas, nas quadras de esporte e competindo no mercado de trabalho.

Mas a revolução total que deveria atingir a consciência comum de igualdade e direito para todos os cidadãos ainda não aconteceu, porém o problema caminha para uma solução. Isso porque o governo federal e a sociedade civil organizada, incluindo as igrejas, estão levantando essa bandeira. Este ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez opção pelo tema para colocá-lo em discussão no país.

O governo federal exige que as delegacias regionais do trabalho fiscalizem com mais rigor para garantir que as leis de amparo aos direitos das pessoas com deficiência sejam cumpridas integralmente no que diz respeito à inclusão delas no mercado de trabalho.

Os empresários que contratam essa mão-de-obra garantem que ela é eficiente e ainda mais interessada em cumprir metas do que as demais. Enquanto as coisas vão mudando e a visão da sociedade sendo ampliada, essas pessoas vão provando que são deficientes, mas inúteis, não.

 

 
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Rio Branco-AC, 29 de abril de 2006
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