| OPINIÃO | ||
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Raimundo F. Souza * |
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| A greve dos servidores da Ufac continua Nesse dia 28/06/07, a Universidade Federal do Acre, juntamente com quarenta e duas outras universidades federais brasileiras, completou um mês de paralisação, reivindicando direitos trabalhistas legítimos que o governo insiste em não reconhecer, tais como: o cumprimento de acordos não cumpridos, a retirada do limitador de despesas com pessoal (PAC/PLP 01); política salarial decente para os servidores públicos, isonomia ascendente de salários, garantia de recursos para o plano de saúde complementar, manutenção do veto da emenda 03 e a não restrição ao direito de greve. Durante esse período reuniões foram realizadas, algumas proposições foram debatidas, mas nada foi concluído e os servidores continuam aguardando uma proposta para que se possa avaliar em conjunto e decidir se satisfaz ou não as reivindicações da categoria. Sobre outras instituições, que se encontram também em greve em todo país, que a população pode nem está acompanhando, mesmo porque a imprensa, oficiosa como sempre, não faz a devida cobertura, já sofreram retaliações, como é o caso dos companheiros do Incra, que tiveram descontos em seus vencimentos, todavia, continuam aguardando um posicionamento do governo. A essa altura o movimento atingiu um estágio crítico, necessitando reunir forças para fortalecer a greve e buscar a agilização das negociações para não cair na estratégia, que certamente está sendo arquitetada pelo governo, que é de ameaçar os grevistas - cortes de pontos, descontos nos vencimentos, entre outros terrorismos -, de modo a forçá-los ao retorno às atividades. Estamos atentos a essas possíveis manobras e nessa oportunidade conclamamos os companheiros, que de alguma forma possam se encontrar em estado de letargia, que o momento é esse, a hora é essa, a ocasião requer união de esforços, participação ativa e maciça da categoria, no sentido de demonstrar para a sociedade, que não estamos fazendo greve para cuidar dos negócios particulares, nem gozar férias, nem tão pouco, para se apoiar somente no esforço do trabalho do comando de greve, mesmo porque, os ganhos que podemos auferir será para todos, assim como, as sanções, que por acaso venhamos a sofrer, da mesma forma, atingirá a todos os servidores. Estamos paralisados buscando o reparo de direitos sagrados dos trabalhadores em educação superior do Brasil, defendendo, não só a questão dos salários defasados, das perdas de direitos adquiridos que estão sendo ameaçados, mas, estamos defendendo a melhoria e manutenção da instituição mais importante. Ainda acreditamos no desenvolvimento socioeconômico deste país alicerçado na educação, ainda temos a esperança de incerir o maior número possível de jovens na educação superior pública. Essa causa é nobre, a luta pela defesa dessa ideal, não deixa de ser a luta pela manutenção de um direito para a população menos favorecida, que não pode pagar o ensino superior para seus filhos. Lamentavelmente estamos diante de um governo, primeiro que esqueceu seu passado de trabalhador e incentivador dos movimentos organizados, lutando até a vitória para garantir seus direitos, segundo, não tem a sensibilidade suficiente para entender, que somente através da educação o país pode caminhar firme para um desenvolvimento seguro e garantir o futuro dos jovens da classe menos favorecida, e terceiro, que a fome que deve ser urgentemente zerada no Brasil, não é somente fome da barriga, mas sim, a fome do conhecimento. Povo esclarecido não necessita sobreviver eternamente sendo sustentado com sacolões fornecida pelo poder publico. Nessa oportunidade esclarecemos a população, que nossa intenção com esse movimento grevista, não outra, se não as razões acima expressadas e convidamos os companheiros servidores desta universidade para se engajarem com maior determinação no movimento, buscando, juntamente com o comando de greve, inviabilizar o funcionamento, pois, somente dessa forma conseguiremos pressionar o governo para atender nossas reivindicações. * Bibliotecário/Documentalista |
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