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| Ceflora, tudo de bom! Centro de Formação e Tecnologias da Floresta muda a realidade de centenas de acreanos |
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“Aqui nada se perde, tudo se transforma.” A frase do pensador Lavoisier se encaixa com perfeição quando o assunto é o Centro de Formação e Tecnologias da Floresta (Ceflora). A “escola” vem despertando o talento de centenas de jovens do Vale do Juruá e transformando a realidade deles. Jovens como Airton Souza, 25 anos. O aluno vê no Ceflora a oportunidade de crescer na profissão. Ele estuda secretariado JR e faz planos para o futuro próximo. “A gente vê a mudança que o centro provocou na vida dos jovens aqui no Juruá. A busca de conhecimento deve ser mérito nosso, mas a disponibilidade desse conhecimento veio por inermédio do Ceflora”, conta. O centro fica localizado em Cruzeiro do Sul, mas atua também com cursos nos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves. O Ceflora integra o Instituto de Desenvolvimento da Educação Profissional Dom Moacyr, autarquia ligada à Secretaria de Estado de Educação (SEE), do qual também fazem parte a escola Campos Pereira, a Usina de Comunicação e Artes, a Escola da Floresta e a Escola Técnica Maria Moreira da Rocha, sendo que essas quatro estão localizadas em Rio Branco. Segundo Rafael Galdini, coordenador-geral, o Ceflora atua em três linhas de ação: educação profissional, cientifica e tecnológica e o diálogo entre os saberes. “Aqui no centro não há professor e aluno. Há mediadores e educandos. Nossa missão não é arranjar emprego, mas fazer com que esses jovens possam perceber em que áreas precisam melhorar para conseguir uma ocupação”, explica. Rafael explica que esse conceito foi pensado a partir da troca de conhecimento entre vários setores da sociedade. “Para que chegássemos até aqui foram realizados vários fóruns entre o poder público e os movimentos sociais”, conta. Crescimento acelerado Ao ser implantado, em novembro de 2005, o Centro de Formação e Tecnologias da Floresta oferecia dois cursos. Hoje, oito meses depois, são cinco em funcionamento: informática básica, webdesign, associativismo e cooperativismo, consultor de vendas e secretariado. Um crescimento que deve continuar em alta velocidade. Segundo Rafael, a expectativa é de que em setembro deste ano mais cursos sejam oferecidos. Outra previsão otimista é a implantação em 2007 de pelo menos dois cursos técnicos, com reconhecimento formal. “Estamos nos preparando para poder oferecer esses cursos, já que eles envolvem uma responsabilidade maior. A pessoa formada nesses cursos poderá realizar trabalhos técnicos e terá registro em conselhos profissionais”, explica. O crescimento acelerado não é verificado apenas no aumento dos cursos oferecidos, mas também na quantidade de pessoas que procuram o centro em busca de atendimento. Segundo o coordenador, a estimativa é de que em janeiro do próximo ano cerca de 2,5 mil pessoas tenham utilizado os serviços do Ceflora, concluindo algum curso. “Contando apenas com as turmas em funcionamento, teremos 2 mil pessoas formadas, mas a previsão é de que alcancemos algo próximo a 2.500”, revela. Projetos futuros Se depender da equipe que coordena os trabalhos, do deputado Federal Henrique Afonso e do governo do Estado, a beleza e o sucesso do Centro de Formação não ficarão resumidos ao que vem sendo feito. Entre os projetos futuros está a implantação da Casa Ceflora. A proposta faz parte de um projeto da Casa Civil da Presidência da República, que visa incentivar a inclusão digital no país, e tem o apoio do governador Jorge Viana. “A Casa Ceflora será a primeira Casa Brasil implantada no país. Serão 45 máquinas à disposição da comunidade com acesso à internet gratuito”, revela. Além da implantação da casa, cujos equipamentos estão em processo licitatório, a equipe sonha com o Ceflora móvel - barco-escola aprendiz. A idéia é oferecer treinamento para comunidades ribeirinhas indo até onde elas estão. “Serão 15 máquinas conectadas em rede à disposição dessas comunidades”, explica. Rafael conta que, até setembro, o Ceflora estará chegando às aldeias indígenas da região do Juruá. Numa parceria com a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas, as etnias Katukina, Ashaninka, Payanawa, Ararás, Kashinawa e Marubo poderão participar de cursos de informática. “Estamos atuando dentro da política de valorização dos povos da floresta implantada pelo governo do Estado, observando as especificidades de cada uma das comunidades atendidas por nós”, explica. Sonho realizado A implantação do Centro de Formação e Tecnologia da Floresta é a realização do sonho de desenvolver a região do Vale do Juruá, cujos integrantes vão desde o governador Jorge Viana, o vice Binho Marques, o senador Tião Viana, o deputado federal Henrique Afonso, até a própria comunidade da região. Para que ele se tornasse realidade, juntamente com a Universidade da Floresta, foi preciso muito investimento financeiro, assim como também muita luta em Brasília. Ninguém sabe tão bem disso como o deputado federal Henrique, que encampou a batalha em busca do acesso ao conhecimento para a população do Juruá. Somente para o Ceflora, o deputado destinou emendas no valor de R$ 650 mil, dinheiro utilizado na estruturação e custeio de cursos. Os cursos oferecidos no Ceflora são destinados a jovens de famílias carentes da zona urbana, trabalhadores rurais, extrativistas, ribeirinhos, povos indígenas e trabalhadores urbanos necessitados de requalificação. Pessoas que precisam, mas nem sempre têm condições de bancar a busca do conhecimento científico e tecnológico. “O processo seletivo do Instituto Dom Moacyr seleciona os alunos de acordo com um índice de prioridade sócio-econômica, oferecendo oportunidades de iniciação proporcional àquelas pessoas que mais precisam”, explica o diretor-presidente da instituição, Irailton de Souza Lima. |
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