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Fim de semana agitado no Iaco Em três dias, Sena Madureira reúne 35 mil pessoas na tradicional Festa do Mandi |
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Sena Madureira - Deixando até mesmo a capital para trás, dia a dia Sena Madureira se firma como o maior pólo turístico do Acre. Na última sexta-feira, sábado e domingo, o município reuniu mais de 35 mil pessoas na Festa do Mandi, um dos eventos mais importantes do calendário cultural do Estado. A cidade, que está acostumada com a movimentação que a Administração Nilson Areal vem dando ao município (FestSena, Festival de Quadrilhas, Campeonato Intermunicipal de Futsal, de Moto Velocidade, de Bandas e Fanfarras, aniversário da cidade, etc), quase não conseguiu atender à demanda da Festa do Mandi. Com os hotéis lotados, havia gente pernoitando em casas de parentes e amigos, em prédios públicos, na praia e até na Praça 25 de Setembro. Todo mundo faturou. Ganhou a prefeitura, que promoveu o evento, e ganharam comerciantes e a população em geral. Sem muito esforço, a maioria dos moradores da Praia do Amarilho - local da festa - cobrava entre R$ 1 e R$ 5 para guardar bicicletas, motos e carros que estacionaram nas imediações. Uma malharia local, encarregada de confeccionar as camisetas temáticas, no segundo dia já não conseguia mais atender a demanda pelo produto. No meio da agitação de jet-skis, de pessoas nadando na praia ou dançando na areia, era comum a cena de barcos chegando das colocações mais distantes trazendo a produção, principalmente de banana, melancia e peixe. O consumo de água mineral, coco, sorvete, refrigerante e cerveja também foi recorde, mas o que agradou em cheio foi a abundância do Mandi, peixe que dá nome à festa e que, em anos anteriores, quase motivou o cancelamento da mesma dada sua escassez. Este ano, chegou-se especular que a espécie teria sido importada de Boca do Acre, mas na realidade sua origem foi toda da região. Uma parte das 8 toneladas consumida foi pescada numa piracema que passou no Yaco uma semana antes da festa e a outra no rio Purus, dentro do município. Além de pedir pessoalmente o empenho da colônia de pescadores de Sena para suprir o mercado com o produto, há 15 dias, Nilson Areal também promoveu um seminário com o tema Água, Pesca e Gestão, envolvendo não apenas a colônia de pescadores de Sena, mas de Manoel Urbano e Santa Rosa e também gestores dos municípios amazonenses de Pauini e Boca do Acre. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, teve apoio do Governo do Estado (Seater), Ibama, Basa e até da organização ambientalista internacional WWF. A intenção de Nilson Areal foi chamar a atenção pra a progressiva e preocupante pesca predatória que é feita na região. Além de colocar o peixe em stands exclusivas e de pedir que cada dono de restaurante ou lanchonete incluísse em seu cardápio pelo menos um prato feito com mandi, a prefeitura também providenciou toda a infra-estrutura da festa, principalmente no aspecto segurança. Além de 18 seguranças particulares, a tranqüilidade na praia reinou graças ao reforço que o prefeito Nilson Areal pediu ao Governo do Estado. Nos três dias, cerca de 70 homens do COE, Corpo de Bombeiros, Ciatran, Resgate e Policia Civil deram ampla cobertura ao policiamento local. A maioria das 80 ocorrências registradas no período era relacionada à bebedeira e início de afogamento, número ínfimo se for considerado que nos três dias passaram pela praia mais de 35 mil pessoas. A nona Festa do Mandi começou exatamente meio dia da última sexta-feira (25) e terminou às 19 horas do domingo (27) porque o povo não queria arredar pé da praia depois que a banda Boca Mel encerrou o espetáculo às 18 horas. A animação, quase ininterrupta foi feita também pelas bandas Sambrasil e Swing Novo, de Rio Branco, e Drive, Sigma e Denis & Deyson, de Sena. A organização também teve a preocupação de promover atividades esportivas para envolver a multidão. Foram realizados torneios de voleibol, nas modalidades masculino e feminino, futebol de areia (entre os pescadores) e uma prova de canoagem, que partiu da ponte metálica indo até o local da festa, perfazendo um percurso de mais de dois qjuilômetros.. O Governo do Estado, através da FEM (Fundação Elias Mansour) e do DEAS (Departamento de Água) deu o toque de originalidade da festa, cedendo o palco multicolorido, oito grandes tendas brancas e água mineral gratuita para o povo. No domingo, a partir das 15 horas, a maioria das pessoas de Rio Branco e de outros municípios que foram prestigiar a festa começou a tomar a estrada. Em determinados momentos, mesmo havendo filas de carros, nenhum acidente foi registrado na BR-364, no trecho que liga Sena à capital. “Muito positivo. Este é o balanço que faço do evento que superou nossas expectativas.Ano que vem, nós do Poder Público e a população, vamos nos preparar para receber melhor ainda o turista que tem nos prestigiado. Depois da Expoacre, a Festa do Mandi não é apenas o maior evento do Estado, mas de toda a região”, disse o prefeito Nilson Areal. |
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