COTIDIANO

Prefeitura constrói mais um corredor interbairros


Resley Saab

Rio Branco terá mais um corredor de ligação direta entre bairros, sem a necessidade de passar pelo centro da cidade. Em 20 dias a Prefeitura de Rio Branco entrega as obras da rua Judith Paiva, na Baixada da Habitasa, que oferece conexão importante para as pessoas que deixam o Terminal Urbano de Rio Branco e o centro da cidade, em direção aos bairros Morada do Sol, Tropical, Adalberto Aragão, Aviário e parte do bairro Bosque.

Serão 650 metros de pavimentação com asfalto, já concluídos nesta quarta-feira, 29, pelos trabalhadores da Empresa Municipal de Urbanização, numa parceria com o Governo do Estado e que visam a melhorias nas vias estruturantes de Rio Branco. Depois do asfalto, as obras prosseguem com a construção da ponte em madeira sobre o córrego que passa pelo bairro.

“Fizemos mais sete ruas aqui dentro da baixada, que é um bairro populoso e antigo e que merece o respeito de todo mundo. Muitos não fizeram porque diziam que esta era área alagadiça, mas aqui moram seres humanos, que têm direito a vida digna, e ficamos contentes porque esta rua vai ligar uma parte importante da cidade à outra igualmente trivial para que possamos implantar, inclusive, uma nova linha de ônibus no futuro”, destacou o prefeito Raimundo Angelim, em visita ao bairro, nesta terça-feira, 28, acompanhado do diretor-técnico da Emurb, José Carlos Fernandes.

Pelo projeto, as pessoas que deixarem o terminal urbano, ou que estiverem no centro, poderão pegar a avenida Epaminondas Jácome, no bairro Cadeia Velha e prosseguir pela Judith Paiva para a Estrada da Invernada, que dá acesso ao conjunto Tropical e adjacências e ao Aviário e Bosque. Isso elimina a necessidade de se recorrer à avenida Getúlio Vargas e às demais ruas do centro da cidade, comumente bastante congestionadas.

Antes da Baixada da Habitasa, o município reconstruiu praticamente do nada, outras 13 ruas na região do bairro Tancredo Neves, para que integração semelhante fosse implantada ali.

As obras trouxeram consigo o caráter humano que todo benefício desse porte proporciona. Sebastião Nunes de Lima, de 33 anos, sendo dez deles vivendo na baixada, conta que já estava desacreditado de que poderia ver alguma coisa mudando para melhor. “Dois anos atrás, nós tínhamos que roçar caminho para sai de casa. Muitos eram idosos que sempre estavam precisando de ajuda para se locomover, porque o que havia eram apenas caminhos”, se recorda Lima.

A possibilidade de uma linha de ônibus coletivo passando pelo local alegra a Associação de Moradores do Terminal da Cadeia Velha. Antônio Castro, que é o presidente da instituição, acredita que esta oportunidade dará mais mobilidade a quem mora nesta região. “Tudo o que temos de bom até agora nos foi oferecido nesta administração e agradecemos muito por isso”, disse.

A conectividade entre bairros, que antes só existia entre os mais próximos do centro da cidade, só foi possível porque o Município abriu ruas, recuperou acessos antes intrafegáveis, e desse modo, causou um efeito muito maior que as próprias edificações: o resgate da auto-estima das pessoas que residem nestes locais mais distantes.

 

 
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Rio Branco-AC, 29 de agosto de 2007
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