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Denúncia mostra “crimes em quantidades enlouquecidas”, diz ministro do STF

 


Juliana Andrade e Marcela Rebelo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A denúncia do mensalão feita pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, indica “crimes em quantidades enlouquecidas”, disse ontem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto, citando uma expressão do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

“O fato é que o doutor Antonio Fernando confeccionou uma peça acusatória de bela feitura, do ponto de vista técnico, longe de ser uma denúncia vazia, é uma denúncia cheia, cheia de indícios suficientes para o recebimento da denúncia”.No entendimento de Britto, até agora, o resultado do julgamento da denúncia sobre o mensalão mostra que, para o STF, ética e política devem caminhar juntas.

“Estamos decidindo tecnicamente, porém, politicamente, eticamente, há uma sinalização, essa leitura não pode deixar de ser feita: o Supremo está sinalizando que quer um país com qualidade de vida política, com qualidade de vida ética, até porque eu me permito dizer onde a ética na política não é tudo, a política não é nada”, afirmou o ministro.

Para ele, a denúncia e o voto do ministro relator Joaquim Barbosa ajudam os ministros a analisar o caso. “Não é uma antecipação de pena, de condenação, absolutamente, mas esses dois profissionais de direito, Joaquim Barbosa de um lado e Antonio Fernando de outro, estão facilitando extraordinariamente, enormemente o nosso trabalho”.

Até o momento, dos 40 denunciados pelo procurador-geral da República, 37 já estão no banco dos réus. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 29 de agosto de 2007
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