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‘Desde 2004 Infraero sabia que Congonhas precisava de reformas’ Procuradora do MPF prestou depoimento ontem à CPI no Senado |
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Brasília - A procuradora do Ministério Público Federal de São Paulo Fernanda Souza, disse que desde outubro de 2004 a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sabiam que a pista principal do aeroporto de Congonhas precisava de reformas. Em depoimento ontem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo no Senado Federal, ela afirmou que tanto a Anac quanto a Infraero “tinham conhecimento de que era necessário fazer uma interdição e reforma da pista”. Souza disse que em 2004 já havia um relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ligado a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que apontava a necessidade de reforma da pista. Ela também informou que, no ano passado, o ex-presidente da infraero José Carlos Pereira havia pedido a interdição da pista de Congonhas para reforma, mas a Anac negou o pedido, justificando que “não era o momento oportuno”. A procuradora disse, ainda, que o Ministério Público tem dúvidas se a pista de Congonhas é realmente segura para pousos e decolagens. Ela foi uma das procuradoras que entraram com ação na Justiça Federal de São Paulo pedindo a interdição da pista principal do aeroporto de Congonhas. (Agência Brasil) |
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