VARIEDADES
VII Festival de Vídeo

Iniciantes se destacam pela qualidade em seus trabalhos

 


O VII Festival Acreano de Vídeo premiou no último sábado, no Theatro Hélio Melo, as melhores produções em vídeo inscritas na edição 2005. Os prêmios foram para melhor roteiro, trilha sonora, revelação, edição, atriz, ator, nas categorias documentário e ficção. As premiações chegaram a R$ 12 mil.

Contemplado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, através da Fundação Elias Mansour, o Festival se destacou pelo grande número de iniciantes premiados.

Entre os mais premiados está à produção “Agonia na Cidade”, de Juliana Aparecida Alves. O trabalho foi escolhido como melhor documentário, roteiro e vídeo popular, que lhe garantiu mais de R$ 3 mil em prêmios.

“Foi uma grande surpresa. Não esperava que meu trabalho fosse tão bem aceito pelo júri. A oportunidade de realizar este documentário surgiu de repente, no período das queimadas e da seca do Rio Acre, onde é retratado o sofrimento dos acreanos no período de estiagem”, observa.

Outro vencedor na categoria vídeo revelação, foi Thiago Beker, do município de Brasiléia. “Meu vídeo trata das mazelas do tráfico de drogas na fronteira. A realização deste vídeo, o primeiro de muitos, foi uma experiência enriquecedora, pois tivemos a oportunidade de ver de perto como acontece o tráfico na fronteira Brasil e Bolívia”.

Ao todo, 24 filmes participaram do festival, destes 13 foram premiados e 10 receberam menção honrosa.

Para o realizador e idealizador do Festival, Adalberto Queiroz, “do ponto de vista da participação do público e do número de vídeos inscritos, o festival deste ano primou pela qualidade e organização. Percebemos que todos se empenharam em dar o melhor de si na realização de seus trabalhos. Outro ponto alto foi à participação do ator, Leandro Firmino, do filme Cidade de Deus. Sua presença foi indispensável ao bom desempenho do festival”.

Cedida
Ganhadores do prêmio posaram para a foto ao lado do presidente da FEM, Gregório Filho

Patrocínio para a produção audiovisual

O presidente da FEM, Gregório Filho aproveitou para levar uma boa notícia aos realizadores e produtores presentes a premiação. Segundo ele, recursos estão previstos no orçamento do MINC para o patrocínio da produção audiovisual em todo o país.

“No Estado, esta idéia está ganhando corpo e está previsto para o orçamento de 2006 a liberação de recursos para a produção de filmes e documentários. Os recursos são pequenos, mas podem ser acessados por aqueles que pretendem trabalhar com esta linguagem artística”.

Premiações

Ficção

1° Lugar ficção – “Que droga é essa”, de Inês de Andrade
Prêmio de melhor atriz – Fabíola Batista
Prêmio de melhor ator – Celso Dhones
Menção honrosa – Solón Araújo
Menção honrosa – Laurêncio Lopes
2° Lugar Ficção – “Quero contigo falar”, de Guilherme Francisco
Menção honrosa – Linda Blair
3° Lugar Ficção – “Três Fronteiras”, de Raimundo Lacerda

Melhor vídeo iniciante
Documentário

1° Lugar – “Agonia na cidade” de Juliana Aparecida
Aparecida
Melhor roteiro – Juliana Aparecida
Melhor vídeo do júri popular
2° Lugar – “Dia Branco” de Alexandre Almeida Estevam
3º Vidas Mutiladas de Eliane Sinhasinque
“Rota de Chegada” - Melhor edição e trilha sonora –
Menção honrosa para Juliano Augusto.

 

 
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Rio Branco-AC, 29 de novembro de 2005
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