COTIDIANO

Auditores fiscais realizam ato público em protesto à violência contra agentes

 


Whilley Araújo

Auditores fiscais do Trabalho se reuniram na manhã de ontem em frente à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para dizer não à violência contra agentes públicos. Em um ato público, os servidores lembraram a chacina de Unaí (MG), em 28 de janeiro de 2004, quando três auditores e um motorista foram assassinados em uma emboscada, com tiros à queima-roupa.

Os trabalhadores - Eratóstenes de Almeida, João Batista Soares e Nelson José - investigavam na época denúncias de trabalho escravo no município, que fica localizado a 140 quilômetros de Brasília.

O auditor fiscal Alexandre Machado conta que em julho de 2004 a Polícia Federal indiciou nove pessoas por envolvimento no crime. Os fazendeiros Antério e Norberto Mânica foram acusados de ser mandantes do crime. Os outros sete acusados são intermediários na contratação de pistoleiros e os executores propriamente ditos.

No mesmo ano, a Justiça Federal editou a Sentença de Pronúncia indicando que oito acusados deveriam ser submetidos a júri popular. A exceção foi Antério Mânica, que foi eleito prefeito da Cidade no mesmo ano, sendo assim, ganhou direito de ser julgado em foro especial.

“Desde então, os acusado apresentaram sucessivos recursos com o objetivo de protelar o julgamento, mas todos foram negados. Um deles já entrou com um pedido de hábeas corpus no Supremo Tribunal Federal, foram esgotados todos os recursos e mesmo assim são pequenas as chances de que o julgamento aconteça ainda em 2006”, afirma Machado.

 

 
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Rio Branco-AC, 29 de novembro de 2006
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