COTIDIANO

SBPC discute atuação da Universidade da Floresta

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e sociedade civil discutem os rumos das ações

Marcos Vicentti
Presidente da SBPC, Enio Gandotti, participou de reunião em Rio Branco


Pesquisadores, professores, estudantes, indígenas e seringueiros se encontram na Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que começa amanhã, quinta-feira, na Universidade da Floresta, na cidade de Cruzeiro do Sul. A programação do evento inclui minicursos, mesas-redondas e exposição de pôsteres nas diversas áreas do conhecimento.

Essa é a primeira reunião da SBPC e instituições parceria para discutir os rumos das ações da Universidade da Floresta.

As atividades acontecerão no Campus da Floresta/UFAC, no CEFLORA e no Centro Diocesano de Treinamento. A Reunião Regional da SBPC no Alto Juruá se estende até o dia 2 de dezembro.

Além das atividades acadêmicas, a sociedade civil também poderá participar das discussões em fóruns que apresentarão os resultados atingidos até agora pela Universidade da Floresta e as novas estratégias para a ação interinstitucional e a valorização do conhecimento tradicional.

As inscrições para o evento são gratuitas e aberta a comunidade.

Universidade da Floresta mostra a que veio

Implantada há menos de dois anos, a Universidade da Floresta começa a mostrar de fato a que veio, revolucionar as oportunidades, difundir e assimilar conhecimento. Pelo menos é o que se percebe ao verificar a atuação daquela instituição.

A Universidade da Floresta (Uniflora), que tem como foco principal à pesquisa e estudo da biodiversidade da região amazônica e manejo sustentável da floresta, começa a quebrar o paradigma de que a academia é responsável pelo conhecimento e que cabe a comunidade a assimilação deste.

“Na verdade, uma coisa é o conhecimento científico e outra é o conhecimento das populações tradicionais. Cada um tem a sua importância. É preciso haver uma troca, que vai enriquecer a academia e essas populações portadoras do saber tradicional”, defende a coordenadora do curso de Biologia, Doutora Marta Dias.

Para o deputado federal, Henrique Afonso, responsável pelo início das articulações para a instalação da universidade e um dos maiores defensores da bandeira, o modelo de pesquisa científica que vem sendo adotado, de utilização dos conhecimentos tradicionais dos “doutores da floresta” - os seringueiros, índios e agricultores locais - em parceria com o conhecimento científico da academia irá enriquecer o aprendizado, tanto de alunos quanto de professores, gerando benefícios para a comunidade.

 

 
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Rio Branco-AC, 29 de novembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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