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Rio Branco - Acre, domingo, 23 de fevereiro de 2003

Comunidade carente
recebe atendimento gratuito

Campanha de saúde no bairro Montanhês atende mais de 500 moradores

Ontem, às 9 horas, a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social da Amazônia Ocidental (Adamo), realizou na Escola Estadual de Ensino Fundamental Joelma Oliveira Lima, localizada no bairro Montanhês, atendimento médico gratuito.

Os 600 presentes contaram com atendimentos de pediatria, oftalmologia, ginecologia, odontologia, entre outros. Eram quase 15 médicos atendendo e doando medicamentos à população mais carente.

Segundo o auditor médico e colaborador da Adamo, Cristian Durço Paço, desde que a associação foi criada já é quarta vez que um projeto semelhante é desenvolvido.

“A Adamo nasceu exatamente com esse objetivo de dar assistência às famílias carentes. Procuramos atender as pessoas que não têm dinheiro para pegar um ônibus e se dirigir a um posto médico se consultar ou comprar remédios. É bastante gratificante poder ajudar alguém”, explica.

Ele diz que de acordo com o problema do paciente, pode ou não existir um acompanhamento posterior.

“Quando a situação do paciente é mais delicada, preenchemos uma ficha e marcamos uma nova consulta posteriormente. Os remédios são doados com todas as instruções para que seja usado corretamente”, ressalta.

O que faz o trabalho ser desenvolvido com mais entusiasmo, segundo Durço, é o lema que adotaram, “dar de si antes de pensar em si”.

“Esse momento, foi sonhado por nós. São quase 60 médicos filiados com o mesmo objetivo: ajudar o próximo. Só de pensar que estamos fazendo famílias mais felizes já é um grande estímulo para continuar o trabalho”.

Famílias se contentam com o benefício

O tempo que os médicos filiados à Adamo tiram para atender cada família carente, é bem reconhecido pela comunidade.

Rosabrás da Cunha, 47, moradora do bairro Montanhês afirma que o benefício veio em boa hora, pois já há algum tempo vem sofrendo de dores na coluna e muitas vezes não podia se levantar da cama de tantas dores.

“Eu não estava agüentando mais. Quando fiquei sabendo que haveria atendimento aqui na escola, rezei bastante para que os dias passassem mais rápido”, diz.

Rosabrás aproveitou para levar toda a sua família, pois, segundo ela, fazia tempo que seus filhos não tinham uma boa conversa com um médico.

“Toda a minha família estava precisando fazer uma consulta. Meus filhos vez ou outra tinham algum problema e o que me restava era fazer remédio caseiro, mas que nem sempre adiantava.”

Sebastião da Silva, 71, diz que a campanha foi uma das melhores coisas que já aconteceu no bairro. Segundo ele, por já está com a idade bastante avançada não tem saúde suficiente para se deslocar de sua casa até a Fundhacre, e a campanha lhe deu a oportunidade de fazer os exames que estava precisando.

“Agradeço a Deus por ainda existirem pessoas boas no mundo. Para conseguir consulta em algum posto, tenho que sair de casa pela madrugada e nem sempre minha saúde ajuda. Deveriam fazer isso mais vezes aqui”, finaliza.

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