
Suspeito de três homicídios
é preso no bairro Defesa Civil
“Piranha” é o apelido de um dos bandidos mais procurados pela polícia do Acre. Foi preso sexta-feira à noite
J. Guimarães
Um dos homicidas mais procurados pela polícia acreana foi preso sexta-feira à noite no bairro Defesa Civil. Idelmar Menezes de Oliveira, 32, o “Piranha”, é o principal suspeito de três homicídios em Rio Branco. Um deles é o do jogador do Rio Branco Futebol Clube Rainey Rodrigues de Almeida, 20.
O jogador foi esfaqueado por Idelmar na saída do bar e morreu quando era conduzido por amigos para o pronto-socorro do Hospital de Base de Rio Branco. Até hoje a polícia e a família da vítima não sabem ao certo o motivo do crime.
Além do homicídio do jogador, Idelmar teria praticado mais dois crimes bárbaros em Rio Branco, no ano passado, e escondido os cadáveres para não ser descoberto.
A polícia suspeita que ele tenha matado, esquartejado e jogado no rio Acre Francisco Gessélio da Silva, 24, que morava no bairro Dom Giocondo (antigo Papoco), desaparecido depois de se desentender com Idelmar.
Ele teria feito o mesmo com o mecânico Roberto Boaventura, que sumiu depois de se desentender com o suspeito no dia 20 de dezembro do ano passado. A polícia acredita que Idelmar matou o mecânico e jogou o corpo no igarapé da Judia.
Ele estava com prisão preventiva decretada pela Vara do Júri de Rio Branco e sexta-feira à noite foi preso pelo Comando de Operações Especiais da Polícia Militar (COE) e conduzido para o complexo penitenciário estadual Francisco D’Oliveira Conde.
Polícia caça homem acusado de assediar sexualmente criança de 5 anos
Por ordem da juíza Lília Deyse Braga de Paiva, da 2a Vara Criminal de Cruzeiro do Sul, desde ontem à tarde as Polícias Civil e Militar estão procurando um homem identificado apenas por “Getúlio”, acusado de pedofilia.
Getulio teria se aproveitado do momento em que a vizinha estava no fundo do quintal lavando roupa, quarta-feira à tarde, para entrar na casa dela e apalpar as partes íntimas da menor N.S.A, de cinco anos.
O tarado teria sido flagrado pela mãe da garota justamente no momento em que tentava introduzir o dedo na vagina da vítima, que chorava e clamava pela mãe.
A mulher gritou por ajuda e o homem fugiu. A juíza foi comunicada do fato e determinou que as polícias saíssem à procura do acusado, que até as 15 horas de ontem ainda não tinha sido localizado.
Marido ciumento mata esposa
na frente do filho de cinco anos
Movido por ciúmes, Manoel França da Silva, 32, residente no conjunto Wanderlei Viana, em Xapuri, matou, sexta-feira à noite, a esposa Rosa do Nascimento, na presença do único filho do casal de apenas cinco anos.
O caso aconteceu por volta das 22h30, horário em que Manoel chegou em casa com uma faca na mão e depois de acusar Rosa de adultério a esfaqueou na barriga.
Depois de matar a esposa, ele teria tentado fugir, mas foi preso e autuado em flagrante por homicídio.
Segundo a polícia, Manoel já sentia ciúmes da esposa e as crises teriam se agravado ainda mais com a decisão dela em voltar a estudar à noite.
Cafetina explorava cinco menores em Cruzeiro do Sul
A dona de casa Fátima Rodrigues da Conceição, 41, moradora do bairro Palha de Arroz, em Cruzeiro do Sul, pegava menores na periferia da cidade e as levava para casa, onde eram exploradas sexualmente em troca de dinheiro e mantidas em condições precárias de moradia.
Pelo menos cinco garotas entre 13 a 17 anos, todas de famílias pobres, viviam na casa de Fátima a serviço do sexo pago. Segundo o delegado José Barbosa, o dinheiro ficava todo com Fátima.
De acordo com o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Cruzeiro do Sul, na casa não existia cama suficiente para as garotas e elas eram obrigadas a dormir juntas em dois colchões em um pequeno quarto nos fundos da residência. Muitas vezes ainda tinham que pedir esmola na feira livre dos colonos para comerem.
Apesar do maltrato e da exploração a que eram submetidas, as menores alegaram aos conselheiros tutelares que gostavam de viver no local e não queriam voltar para a casa dos pais porque lá eram surradas e privadas da liberdade. Elas foram ouvidas pelo Juizado da Vara da Infância e da Adolescência e colocadas sob custodia de uma entidade competente.
A polícia chegou até Fátima Rodrigues ao investigar uma série de denúncias anônimas de que uma mulher estaria fazendo o papel de cafetina no centro da cidade agendando programas para menores em sua casa. A acusada foi presa em flagrante, indiciada por aliciamento de menores e exploração sexual infantil, e depois levada para a penitenciária local.