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Rio Branco - Acre, domingo, 23 de fevereiro de 2003

Exposição de projetos

Na audiência que manteve na quinta-feira com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o governador Jorge Viana fez uma exposição de mais de uma hora sobre as ações e projetos de seu governo e as transformações que o Acre está passando nos últimos anos.

Elogios à narrativa

O ministro ouviu, ouviu, ouviu e muito pouco interrompeu o governador, só o fazendo para elogiar muitos pontos de sua narrativa. Presentes na audiência, os senadores Geraldinho Mesquita e Sibá Machado se admiravam com a didática da “aula” que o governador dava sobre o Acre.

Coincidência de ações

Algumas das intervenções do ministro da Agricultura foram para dizer ao governador que as idéias de muitas de suas ações no setor agrícola acreano coincidem exatamente com as muitas ações que pretende incentivar à frente do Ministério que acabou de assumir. Rodrigues empolgou-se ainda mais quando Jorge falou com entusiasmo do sucesso que é trabalhar com cooperativas e associações de produtores rurais.

Empolgação na saúde

Na audiência com o ministro da Saúde, o jovem Humberto Costa, aconteceu a mesma coisa. O ministro ficou atento às soluções que o governador vem dando à saúde pública no estado, que só não progrediu mais por falta de uma maior parceria com o governo federal. Humberto Costa empolgou-se também com as idéias do governador, que tinha ao seu lado o senador médico Tião Viana, e prometeu ampliar ainda mais a parceria de seu ministério.

Bancada trabalhando

Na primeira semana de funcionamento do Legislativo, os novos parlamentares federais do Acre deram mostras de que não vieram para Brasília para passear ou defender interesses paroquiais. Os deputados Zico Bronzeado, Perpétua Almeida e Henrique Afonso ocuparam a tribuna para defender as atuais e futuras ações do governo em favor da população acreana. Além disso, tomaram iniciativas de continuar se apresentando aos diversos ministros, demonstrando a eles que o Acre quer ampliar a parceria com o governo federal.

Reconstrução

Ao se reunir nos dois últimos dias com os 27 governadores, o presidente Lula está pondo em prática a essência do projeto de reconstrução do país que defendia durante a campanha eleitoral. Lula disse várias vezes que a reconstrução do país não era só papel de seu governo, mas dos governos estaduais, municipais e de todos os setores organizados da sociedade brasileira.

União de todos

Se não for com a união de todos, dificilmente o país será reconstruído tal foi a sujeira que foi jogada para debaixo do tapete nas últimas décadas. Não é nada, não é nada, mas só quem lucrou neste país nos últimos anos foram os banqueiros e alguns industriais protegidos de governos. Isso sem falar na pressão da agiotagem internacional que sugou todas as reservas e poupanças acumuladas pela grande e valente economia brasileira.

Grandes desmandos

Como bem disse semana passada o senador Geraldinho Mesquita, as contradições sociais e os desmandos administrativos e financeiros acumulados no país nas últimas décadas permitiriam que o mafioso Al Capone se transformasse em dono de banco.

Moralização do Judiciário

Há os que apostam também que todas as propostas estruturais que o presidente e o Congresso querem fazer no país terão pouca validade em longo prazo se não houver uma reforma radical no poder Judiciário, que precisa ser célere e livre de interesses de classes. A reforma do Judiciário, por exemplo, só vai valer se chegar o dia em que todo brasileiro não precisar ser rico para ter de contratar advogados caros para ter acesso à Justiça.

Mais uma ação

O deputado federal Narciso Mendes acumulou, na semana que passou, mais uma ação do Ministério Público Federal do Acre, que reforçou seu pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que sua diplomação seja cassada pelo fato dele não ter se desincompatibilizado da direção da TV Rio Branco. O pedido do MPF contra Narciso incluiu também o deputado Ronivon Santiago, que o Ministério Público quer ver fora do mandato por ter comprado votos nas eleições do ano passado.

Compasso de espera

A onda da moralidade não pode ainda ser notada no governo federal porque os ministros ainda estão tomando pé da máquina. Muitos ministérios, como, por exemplo, o do Meio Ambiente, da ministra Marina Silva, não nomearam sequer ainda o terceiro escalão. Faltam mudanças em muitos escalões, inclusive nas representações federais nos estados.

Tempo de espera

O deputado federal Nilson Mourão, um dos pioneiros do PT do Acre, é o que mais torce para o governo Lula começar a colocar em prática suas promessas de campanha, que estão sendo adiadas neste início de governo devido a algumas medidas restritivas que Lula está tendo que adotar para manter a credibilidade do país em alta diante do mercado financeiro internacional.

Combate à corrupção

Numa coisa, porém, o deputado Nilson Mourão já se anima em falar: na onda de moralidade que o presidente Lula e seus ministros começam a empreender na administração da coisa pública no país. Segundo Mourão, só o combate à corrupção dentro da máquina pública federal vai implicar na economia de muito dinheiro.

romerito@abordo.com.br
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