OPINIÃO
   CRÔNICA DE DOMINGO

José Augusto Fontes

 

Limite


Meu limite é o que calo

Se falo, disfarce revelo

Se afirmo, não acredite

Meu limite é minha voz

Quando parto, resta o eco

Quando chego, faço que digo

Quando revelo, aconchego

Na minha voz, meu enredo

Quando fico, ela é viagem

Quando calo, acontecimento

Num momento, miragem

Essa minha palavra é segredo

Quando anunciada é enfeite

Quando encabulada, confete

Se perdida, não enxergo

Se sai de nós, vai desavisada

Se intensa, desarticulada

Minha palavra é o que fica

E implica, justifica, tudo e nada

Dita, alegoria do pensamento

Escrita, a emoção do momento

Calada, limite do fingimento.

 
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Rio Branco-AC, 30 de janeiro de 2005
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