COTIDIANO

Brasileiros buscam formação superior em Cochabamba

Boa estrutura e mensalidades baratas atraem brasileiros

Regiclay Saady
Diretor de administração, Luiz Albecia


Renata Brasileiro

Fazer medicina em Cochabamba tem sido uma escolha cada vez mais freqüentes entre os brasileiros. Que o digam os acreanos. Por ano, são centenas de estudantes que saem do país para buscar o ensino na distante cidade boliviana, cercada de paisagens, pontos turísticos, noites agitadas e um custo de vida relativamente baixo.

Para se matricular no curso, por exemplo, não é necessário investir nem 50% do que seria investido no Brasil em uma faculdade particular. Com pouco mais de mil dólares por ano o aspirante a médico já está matriculado por doze meses na maioria das faculdades que a cidade oferece.

“Cochabamba hoje é um grande centro universitário. A cidade respira ensino superior e a gente recebe com freqüência estudantes de 34 nacionalidades. A maioria é de brasileiros. Depois vêm os da África, Colômbia, Chile, Argentina e Peru”, disse o diretor de admissão da Universidad Del Valle (Univalle), Luiz Albecia.

Ele conta que a instituição onde trabalha possui a mensalidade mais cara de Cochabamba, o que segundo ele é explicado pela qualidade do ensino e pela excelência na estrutura. A universidade tem desde um hospital próprio, que atende cerca de 800 pacientes por dia, a áreas de lazer para proporcionar momentos de descanso aos estudantes.

“Nosso ensino é bastante puxado. Tanto que muitos desistem e acabam procurando faculdades menores, na ansiedade de terminar com facilidade o curso de medicina. Mas nós prezamos pela qualidade e por isso somos diferentes”, garante o diretor.

A instituição não trabalha somente com o curso de medicina. Ela também oferece cursos nas áreas de engenharia, arquitetura, informática, ciências sociais e administração. “Temos um total de 10 mil alunos matriculados”, completou o diretor.

A universidade pretende aumentar mais ainda o número de estudantes este ano. Do Acre, a direção espera levar para estudar na Bolívia pelo menos cem pessoas. As aulas começam no dia 18 de fevereiro.

Hoje uma palestra explicativa será ministrada no auditório do Hotel Pinheiros, às 19 horas, para os interessados em ingressar na Univalle. “A palestra é gratuita, assim como a inscrição para o curso. O estudante paga apenas o valor anual do curso, podendo dividir em até dez vezes”, explicou. Na Univalle, o valor anual é de US$ 2.730.

Para quem deseja mais informações sobre a instituição, o diretor informa que há um representante no Acre para tratar do assunto. O representante se chama Celso Correia, que atende pelo telefone de número 8406-3423.

 

 
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