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Combustível do futuro Presidente da empresa que produz mais de 60% de todo o biodiesel consumido no Brasil vem interessado em fazer negócios |
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Nelson José Cortês Silveira, presidente da Brasil Ecodiesel, formada por um conjunto de empresas que produzem metade de todo o biodiesel que está sendo produzido no Brasil, será recebido às 8h30 desta sexta-feira pelo governador Binho Marques. Às 9h30 ele estará na Secretaria de Planejamento do Estado, onde assistirá a uma exposição sobre a política de desenvolvimento do Estado nas áreas da produção e aproveitamento das fontes de energia alternativas. Visitará o Centro de Desenvolvimento de Energia Alternativa, na Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), onde está a primeira usina de biodiesel do Estado. Às 14 horas fará palestra relativa ao panorama do biodiesel no Brasil e sua potencialidade econômica. Cortês vem ao Acre a convite do senador Sibá Machado numa sondagem inicial para a compra e quem sabe até fechar proposta de instalação de usina produtora de biodiesel a partir de oleaginosas regionais, a exemplo das que já possui a Brasil Ecodiesel em Crateús no Ceará, Porto Nacional no Tocantins, Rosário do Sul no Rio grande do Sul, Dourados no Mato Grosso do Sul e Floriano no Piauí. Sua última planta industrial construída ao custo de R$ 33 milhões foi inaugurada pelo presidente Lula no final do mês passado em Iraquara na Bahia onde vai moer e extrair óleo da mamona produzida por 25 mil famílias daquela região. Polivalente, a fábrica poderá extrair 900 toneladas de óleo de mamona por dia, semente que na safra será substituída pelo girassol produzindo 1.200 toneladas por dia ale de contar com opções como a própria soja e outras ainda experimentais como o pião manso. Além de presidente da Brasil Ecodiesel, Nelson Côrtes é também seu diretor de relações com os investidores desse novo negócio que, frente à crise do petróleo, vem ganhando cada vez mais força em todo o mundo. Energia alternativa Emendas parlamentares aprovadas e liberadas pelo senador Sibá Machado junto ao Orçamento Geral da União, garantiram o dinheiro necessário para que se construísse na Fundação de Tecnologia do Acre um verdadeiro centro de pesquisa de energias alternativas, cujo objetivo é aproveitar as oleaginosas regionais para produzir energia elétrica e oferecer melhores condições de vida às comunidades isoladas dos seringais e altos rios acreanos. “Mais de 600 litros de biodiesel foram produzidas no Acre, em dezembro passado, no primeiro teste da usina da Funtac comprovando nossa capacidade para dominar mais esta tecnologia que produz energia com menores danos ao meio ambiente”, explicou o senador Sibá Machado. Ele informou que após a audiência com o governador, Nelson Cortês fará na Seater uma palestra sobre os potenciais do biodiesel brasileiro que já vem atraindo a atenção de inúmeros governos, inclusive a dos Estados Unidos. O senado defende a proposta de que o biodiesel acreano seja produzido a partir do óleo extraído das mais diversas palmeiras nativas já existentes em abundância, como é o caso do buriti e da pupunha e murmurú, acrescentando-se a eles o dendê. O problema está em que estas culturas, embora perenes, levam alguns anos para começar a produzir, então a mamona seria uma das alternativas mais rápidas, só que neste caso, o problema é ainda não ter sido encontrada uma variedade suficientemente produtiva comercialmente e que se adapte bem às variações climáticas da região. “Tudo, seja aqui no Acre ou no restante do Brasil ainda está em fase de pesquisa, mas os resultados são muito animadores. Já sabemos que a pupunha produz óleo de boa qualidade para o biodiesel, mas o buriti produz mais porque ele pode ser extraído tanto da polpa quanto da amêndoa triturada. Ainda não definimos qual será a principal, mas há uma variedade de opções, então é provável que a gente acabe utilizando a mais abundante na região em que for instalada a usina para atender a população”. Questão matemática Sibá esclareceu que praticamente todos os tipos de óleo vegetal podem ser transformados em biodiesel, o problema está no alto preço de alguns óleos como a castanha e o próprio buriti muito utilizado pelas industriais de alimentos e cosméticos. Mas outra questão está em dar solução ao chamado balanço energético, ou seja, a diferença positiva entre a energia gasta na produção quando comparada com a que será gerada com a queima desse biodiesel. Se o custo for igual ou maior que a energia gerada, é prejuízo na certa, então o uso do óleo dessa planta acaba sendo inviabilizado. Buscando soluções mais econômicas, especialistas da própria Petrobrás descobriram a tecnologia do combustível Hbio, o qual, é produzido a partir do óleo vegetal misturado ao petróleo brito antes dele ser refinado. Além de simplificar todo o processo, os resultados vem sendo pra lá de animadores. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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