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“É necessária discussão profunda sobre a reforma política”, defende magistrado

 


Marcos Agostinho

Brasília - Ao abrir na manhã de ontem o seminário Reforma Política Possível, realizado pelo Centro Acadêmico de Ciências Políticas (Capol) da Universidade de Brasília (UnB), o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Collaço, destacou a necessidade de uma discussão profunda e complexa em torno do tema, pois algumas medidas tomadas a curto prazo podem se revelar ineficazes.

“Muitas vezes sem um debate adequado somos levados a defender medidas sem compreender tudo o que poderão trazer”, disse Collaço.

Para explicar esse posicionament, ele citou a redução dos gastos com campanha aprovada na última eleição. Para ele, essa medida resultou em dificuldades para que novos candidatos pudessem se mostrar e se fazer conhecidos pela população, o que facilitou a reeleição dos candidatos que as pessoas já conheciam, impedindo maior renovação do cenário político brasileiro.

“A proibição no último pleito de gastos com camisetas e ‘showmícios’, por exemplo, dificultou a exposição de novos candidatos e isso acabou resultando em uma pequena renovação no nosso congresso se imaginarmos o desgaste da classe política naquele período provocado pelos casos de mensalão”, disse Collaço.

Mesmo reconhecendo esse aspecto e esse perigo, Rodrigo Collaço voltou a defender a necessidade de se fazer uma ampla reforma política no país mesmo reconhecendo que será difícil ela ocorrer em um prazo menor que oito anos. “Dificilmente que se elegeu esse com a perspectiva da reeleição aceite mudar as regaras do jogo agora, mas o Brasil pode esperar, quem sabe, oito anos, pois a ganho para o país será enorme”, disse.

Em sua visão a reforma política de estar ancorada sobre quatro eixos principais, fidelidade partidária, voto em lista, voto distrital e financiamento público de campanha. Para ele esses quatro pontos após debate e aprovação no Congresso já será capaz de trazer aspectos positivos para o sistema político brasileiro, melhorar a governabilidade e combater a corrupção.

Collaço afirmou que tem certeza que o Congresso tem noção acerca da responsabilidade desse debate, pois os parlamentares sabem que o não debate poderá provocar a perda de legitimidade junto a população e não adiantará insistir em um sistema que não é reconhecido e nem aceito pelo cidadão. “Não tenho dúvidas que o Congresso tem, pela reação popular e o descrédito que casa tem, os parlamentares tem a noção da necessidade desse debate”, disse.,

Para ele, o fato de ter ocorrido segunda-feira um debate sobre reforma política no Congresso demonstra que o tema está inserido na pauta da Casa. Collaço finalizou dizendo que acredita que a atual legislatura faça a reforma política.

“É impossível crer que uma legislatura que se elegeu em meio a uma grande crise, como foi o mensalão, não dê a resposta que a sociedade espera, que é modificação do nosso político, é uma questão de sobrevivência”, completou. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 30 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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