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NACIONAL

Governo quer resolver problema energético, afirma Paulo Bernardo

Ministro diz que governo está trabalhando para resolver a questão

 


Flávia Albuquerque

São Paulo - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que energia é um problema grave que impede o crescimento do país, mas garantiu que o governo está trabalhando para resolver a questão. O ministro respondeu declaração do presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, que afirmou em um debate que até o ano de 2013 a empresa não terá disponibilidade energética para novos investimentos.

“Temos que resolver hoje a demanda de energia dos próximos oito, dez anos, porque de fato o crescimento tende a nos colocar em xeque nesse período, ou até antes disso. O governo também tem essa visão e está trabalhando para resolver isso nesse período”, afirmou Bernardo, depois de participar do 3º Fórum Globo News - O Tamanho do Estado e os Caminhos do Desenvolvimento.

Paulo Bernardo ressaltou que existe um número grande de usinas hidrelétricas em construção, mesmo que sejam unidades menores, mas lembrou que é preciso criar um debate sobre como aproveitar todas as possíveis fontes de energia. “Quer dizer, diversificar nossa matriz.

A Petrobras já está fazendo isso na área do gás, e o governo vai ter que decidir em algum momento o que fazer na área nuclear e acelerar esse processo das hidrelétricas, disse o ministro.

Paulo Bernardo afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi elaborado também para atender as necessidades desse setor (energia) e que dos R$ 504 bilhões previstos para o programa, R$ 274 bilhões são destinados para a área energética.

O ministro disse ainda não acreditar que a Companhia Vale do Rio Doce esteja deixando de investir por falta de energia. “Vocês viram as aquisições que a Vale está fazendo, o volume de investimento?”, questionou.

O ministro do Planejamento descartou a possibilidade de um apagão energético para os próximos quatro anos. “Nós temos que trabalhar para afastar essa possibilidade, mas isso tem que ser um trabalho permanente. Não estamos descuidando disso, mas precisamos permanecer alertas”.

Na avaliação do ministro, a situação energética atual não indica impossibilidade de alcançar a meta de crescimento de 4,5%, mas aponta que é preciso ter mais energia para os anos subseqüentes. “Até 2011 não temos problemas. Precisamos construir a energia extra para ser consumida na seqüência”.

O ministro do Planejamento ressaltou que o ambiente econômico é favorável, e que o país está a um passo de alcançar nível de investimento que pode significar um aumento de investimentos externos no país. “Tenho certeza de que representantes de empresas brasileiras importantes estão de olho nisso, porque ao mesmo tempo temos que estimular que venham investimentos de fora, mas é importante que o empresariado nacional faça seus investimentos também para não perder espaço”. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 30 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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