| OPINIÃO | ||
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Raimundo F. Souza * |
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| Servidores da Ufac em greve Estamos, sim, mais uma vez em greve, mas uma vez reivindicando direitos trabalhistas que o governo insiste em não reconhecer. Estamos, sim, paralisados, juntamente com a maioria das universidades e outras instituições federais, possivelmente podemos permanecer o período que for necessário para fazer valer os nossos direitos. Quanto ao tempo de paralisação, não sabemos, vamos resistir às intransigências até que elas nos desfiram um golpe mortal. No entanto, somos otimistas e esperamos finalizar o movimento com a vitória. Pelo que já foi insinuado pelo nosso mandatário-mor, que antes era o maior incentivador de greve neste país e hoje acha um absurdo os servidores reivindicarem através dos movimentos organizados, podemos sofrer fortes represálias, mas, conforme afirmava o Partido dos Trabalhadores em tempo idos, a única forma que temos para buscar melhorias para as instituições e correção das perdas salariais são os movimentos grevistas. Todavia, o movimento grevista da Ufac tem que enfrentar algumas resistências, como a reserva dos finalistas de curso e pelo que podemos observar ontem, dia 29, pela manhã, a ironia de alguns setores da imprensa, que infelizmente, estão insinuando para a opinião pública que as paralisações da universidade estão se tornando o fenômeno pontual, que os servidores já estão contabilizando a greve como uma folga anual, entre outras chacotas. Lamentamos que esse tipo de interpretação esteja sendo cogitado e divulgado para a população, mesmo porque a Ufac não está paralisando suas atividades isoladamente, pois o problema da perda das condições de trabalho, da falência das instituições públicas, da privatização, terceirização, do arrocho salarial e no caso específico das universidades, do descaso para com a educação pública é que está inviabilizando a prática do ensino público de qualidade, e podemos até levantar conjecturas de que a continuação dessa política de desmonte das instituições de ensino publico superior está transformando o Brasil no paraíso das faculdades de ensino privado. Reconhecemos que os finalistas de cursos podem sofrer prejuízos, que a população pode até não está totalmente inteirada da situação pelo que está passando as instituições publicas federais, no entanto, temos a esclarecer que os acordos feitos com o governo em movimentos anteriores não foram cumpridos e por essa razão, após se esgotarem as possibilidades pacificas de negociação, estamos novamente utilizando esse instrumento de reivindicação para reaver nossos direitos e buscar melhorias para conservação e manutenção dessas instituições. Temos a esclarecer ainda que a luta não é, conforme alguém menos esclarecido poderá entender, exclusivamente por aumento de salário, mas sim, uma luta pela sobrevivência e manutenção da única universidade pública federal no Estado do Acre. A melhoria que poderemos conseguir não será em benefício somente dos servidores, mas para toda comunidade acadêmica e, consequentemente, para garantir o futuro dessa instituição para que possamos contar com a pratica do ensino superior público e gratuito nesse recanto da Amazônia. Somente para termos uma idéia dos prejuízos e perdas de direito que estão sendo propostos para desestabilizar as instituições e os servidores públicos, assinalamos o projeto de lei n.1, famosa PLP 01/07, que se for aprovado vai congelar os salários dos servidores por 10 anos, uma vez que limita o crescimento da folha de pagamento dos servidores a 1,5% sobre a receita líquida; além dessa, outras ameaças estão contidas na emenda 3, que propõe o parcelamento do décimo terceiro em doze vezes, redução da licença-maternidade para 30 dias, fim do adicional de férias, redução das férias regulares para 20 dias, flexibilidade dos contratos de trabalho e das demissões, fim do aviso prévio em caso de demissão, ampliação da idade mínima de aposentadoria para 70 anos e o fim da aposentadoria integral para todos os servidores públicos. Na oportunidade, vale ressaltar, que todos esses e outros mais são direitos adquiridos ao longo dos anos, que nem a ditadura militar ousou subtrair dos trabalhadores brasileiros. Assim sendo, reivindicamos de forma inconteste, entre outras, a retirada do limitador de despesas com pessoal (PAC/PLP 01); política salarial para o conjunto dos servidores públicos, com reposição de perdas e a garantia dos ganhos; isonomia ascendente de salários, começando pelo executivo; garantia de recursos para o plano de saúde complementar; manutenção do veto da emenda 3 e a não restrição ao direito de greve. * Bibliotecário documentalista |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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