COTIDIANO

Alunos de curso técnico agroflorestal trocam experiências com produtores

 


O que poderia ser uma simples “aula de campo”, que já é considerada comum nos cursos técnicos desenvolvidos pelo Instituto Dom Moacyr na Escola da Floresta, transformou-se numa Oficina que promoveu o encontro de gerações, a troca de experiências e favoreceu ainda mais o aprendizado.
A oficina sobre “Hortas Orgânicas” é parte do Momento de Aprendizagem “Horticultura”, do Curso Técnico Agroflorestal e foi facilitada pelos próprios educandos; os participantes eram produtores rurais das comunidades do entorno e educandos do Curso Técnico Florestal.

“Foi uma ótima oportunidade dos educandos conduzirem uma atividade de campo, interagindo com os comunitários e ao mesmo tempo desenvolvendo a competência de educação agroflorestal. Durante a atividade, foram dispersadas sementes para um uso da terra mais sustentável na região. Além disso, foi um momento valioso de integração entre os cursos Técnicos Florestal e Agroflorestal”, ressaltou Flávio Quental, mediador do curso Técnico Agroflorestal que acompanhou a oficina.

Em visita a horta, que é cultivada pelos educandos, os produtores rurais das localidades próximas à Escola, puderam, além de expor suas experiências no plantio de legumes e verduras, conhecer alternativas para o cultivo que valorizam a saúde das plantas e do consumidor. São os chamados adubos caseiros. A produtora rural Francisca Oliveira da Silva Sena, moradora do Km 47 da Estrada Transacreana, falou da importância daquela atividade para a sua produção: “normalmente em nossas hortas o que acaba sendo usado são os agrotóxicos, mas aqui a gente aprendeu a usar o adubo caseiro, que não prejudica as plantas nem a saúde das pessoas, além de ser mais barato porque são coisas do nosso dia-a-dia”.

Para Ermelino Ribeiro, do município de Xapuri, que faz o curso Técnico Agroflorestal na Escola, “o importante é poder vir fazer esse curso na Escola da Floresta e depois poder voltar levando o conhecimento desenvolvido aqui para fortalecer a nossa comunidade. Eu gosto muito desse tipo de atividade onde nós temos contato com os produtores porque é, na verdade, uma troca e assim o nosso aprendizado é mais completo”, afirma.

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Rio Branco-AC, 30 de maio de 2008
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