Amazônia marrom
Quando se fala na Amazônia, os cidadãos de outras regiões do Brasil, assim como os estrangeiros, pensam em uma área de florestas densas, com animais silvestres e onde o verde predomina. Mas não é bem essa a visão que os moradores dos Estados dessa região têm no período de estiagem, quando na maioria das cidades é aberta a temporada de queimadas e matança das árvores e dos rios.
Felizmente é que o Acre vem se destacado entre os Estados da região no que se refere à preservação do meio ambiente. O tema: “desenvolvimento sustentável”, que até bem pouco tempo era usado apenas para tornar os discursos de políticos brasileiros mais bonito e com ar de intelectualizado, tornou-se uma prioridade para os gestores acreanos. Esses administradores têm mostrado que é possível promover o desenvolvimento sem derrubar a floresta.
No entanto, a preservação da Amazônia requer uma tomada de ação que envolva todos, indistintamente, desde o ministro de governo, responsável pela visão geral, até o humilde morador do bairro periférico que cuida para que não haja fogo em entulho ou terreno baldio.
A região está entrando em mais um período de estiagem, e a cor (verde ou marrom) que a Amazônia vai assumir nos próximos meses vai depender da ação concentrada dos órgãos de defesa do meio ambiente. No Acre, essa responsabilidade fica por conta do Ibama, Imac, Semeia e Ministério Público Estadual. |