MARCELA BARROZO
Faltam poucos dias para que o Acre mude de fuso horário. No próximo dia 20 de junho, os relógios deverão ser adiantados em uma hora, conforme foi estabelecido pela lei nº 11.662, de 24 de abril de 2008, de autoria do senador Tião Viana. Os menos avisados devem ficar atentos para a nova condição do Estado, a fim de não perder a hora dos compromissos rotineiros nesta data.
Os meios de comunicação já começaram a divulgar a data da mudança, informando a respeito do porquê do novo fuso, inclusive com dados históricos. Segundo o senador Tião Viana, em entrevista concedida à imprensa à época da sanção da lei, “até 1913 o Brasil tinha um horário apenas e, por uma convenção internacional houve uma mudança”, explicou. “Deixaram o Acre em um erro que precisava ser corrigido.”
O senador frisa que, com a nova condição, o Acre e demais cidades da Amazônia terão uma redução na conta de energia elétrica, assim como a diminuição da emissão de gás carbônico das usinas térmicas que atendem a região. “Com isso, também teremos uma integração comercial melhor com o Centro-Sul, com o sistema financeiro e com os meios de transporte e comunicação, ou seja, nós vamos nos aproximar de uma vida mais adequada”, ponderou.
Comércio - Com exceção do próprio fuso que, de acordo com o autor da lei, será corrigido após um século, não haverá alterações no horário comercial local. Os bancos continuarão funcionando das 8 às 14 horas, por exemplo, e os horários de embarque e desembarque no Aeroporto de Rio Branco permanecerão os mesmos, segundo informou um funcionário da Infraero.
Ritmo biológico – Nem mesmo o sistema biológico da população sofrerá prejuízo com a mudança, assegura o médico clínico-geral Marco Aurélio Pereira. “Como vai ser só uma hora, isso não vai trazer maiores conseqüências para a saúde das pessoas. É pouco tempo”, afirma ele. “Como vai demorar para escurecer, as pessoas deverão aproveitar para fazer alguma atividade física”, opinou.
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