Val Sales
A Câmara de Rio Branco realizou ontem sessão solene para discutir o Programa de Gestão Participativa (PGP) que a prefeitura vem desenvolvendo há mais de três anos. O evento contou com representantes da administração municipal e de movimentos sociais da capital.
O pedido para a realização do debate na Casa foi feito pelo vereador Astério Moreira (PSB), visando um melhor entendimento do programa, da sua importância e de seu alcance social. “A prefeitura tem moldado seu trabalho na participação ativa da comunidade e o PGP tem uma importância muito maior do ponto de vista social, que é a valorização da opinião do cidadão, que antes não era ouvida”, lembra o parlamentar.
Para ele, é importante a administração mostrar como o programa vem se desenvolvendo na prática e quais os avanços obtidos até o momento. “Por sermos também representantes legítimos das comunidades, e por sermos os primeiros a ser procurados pelos moradores, precisamos estar bem informados sobre essa relação da prefeitura com o seu cidadão”, sintetiza.
O presidente da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco (Umamrb), Gilson Albuquerque acompanha de perto as atividades desenvolvidas pelo município nos bairros e diz que a gestão participativa da prefeitura vem ao encontro dos anseios dos moradores. “Ainda falta muito a se fazer, como o próprio prefeito Raimundo Angelim tem afirmado, mas a gestão tem se mostrado presente em todas as regionais”, declara.
O articulador político da prefeitura de Rio Branco, Evandro Luzia Teixeira, lembra que o PGP consiste em fazer a relação entre a comunidade e a prefeitura numa lógica mais democrática do que as decisões que o município pode tomar de forma isolada ou com pequenos grupos de discussão. “O PGP é um processo que dá à prefeitura e comunidade uma relação permanente para discutir todos os problemas do município com base, inclusive, na sua capacidade orçamentária”, afirma.
Ele também afirma que o programa vai ao encontro da população, tendo a prefeitura entendido que não adianta fazer estudo técnico para definir prioridade sendo que o município não pode contemplar todas as demandas ao mesmo tempo, o que requer o estabelecimento de prioridades.
“Trabalhar o PGP é unir o técnico ao político, mas o político articulado pela comunidade, no sentido lógico de que ela sabe exatamente identificar as necessidades que devem ser atendidas prioritariamente”, declarou o vereador.
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