| OPINIÃO | ||
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Judson Ferreira Valentim * |
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Abate bovino no Acre cresce 85% no primeiro trimestre de 2007 De janeiro a março de 2007, o abate inspecionado de bovinos no Acre foi de 96.067 cabeças, 85% a mais do que as 51.919 cabeças abatidas entre janeiro de março de 2006. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as 38.071 cabeças abatidas em março representaram um aumento de 110% em relação às 18.136 abatidas em março de 2006. Em 2006, foram abatidas 275.027 cabeças de gado inspecionado no Estado, sendo 61% bois e 39% vacas. Isso resultou na produção de 60.786 toneladas de carne. Segundo a Secretaria de Fazenda do Estado do Acre – SEFAZ, em 2006, foram exportadas 37.680 toneladas de carne (62% do total da produção de carne inspecionada), gerando uma receita de 95,5 milhões de reais. De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Acre – IDAF, em novembro de 2006 o Acre possuía um rebanho bovino de 2,6 milhões de cabeças. Os dados mostram que 96% de todos os produtores do Acre possuem rebanho até de 500 cabeças e respondem por 52% do rebanho total do Estado. Com base nestes dados, estima-se que o abate total em 2006 foi de, aproximadamente, 453.000 cabeças, com um abate diário de 1.510 cabeças durante 300 dias do ano. As projeções indicam que o rebanho bovino do Acre deve alcançar 4,3 milhões de cabeças em 2010. Este crescimento pode ocorrer sem causar aumento na taxa de desmatamento média do Estado, que, segundo estudo do IMAZON, foi de 77 mil hectares/ano no período de 1994 a 2004, sendo mais de 81% constituído de áreas com até 60 hectares. Entre 1990 e 2004, o rebanho bovino do Acre cresceu 416%, enquanto a área desmatada aumentou 147%. Isso foi possível graças à adoção de tecnologias que contribuíram para o prolongamento da vida produtiva média das pastagens, passando de 3-5 anos para 10-20 anos, e para o aumento da capacidade média de suporte das pastagens no Estado, passando de 1,1 cabeças/ha, em 1970, para 1,54 cabeças/ha, em 2004. Este aumento de 38% na taxa de lotação das pastagens permitiu evitar o desmatamento de 630.000 ha de florestas, para a implantação de pastagens no Acre entre 1970 e 2004. Entretanto, apenas cerca de 40% dos pequenos, médios e grandes produtores do Acre adotou tecnologias que aumentam a produtividade e a rentabilidade da pecuária, além de reduzir os impactos ambientais dessa atividade. O Governo do Estado do Acre, em parceria com a Embrapa Acre, Banco da Amazônia, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, FUNDEPEC, Senar-Acre, Sebrae-Acre, Superintendência Federal de Agricultura e diversas organizações não governamentais vem desenvolvendo um programa ambicioso visando converter os sistemas de produção pecuários extensivos em sistemas mais produtivos, rentáveis e sustentáveis. Este programa tem como prioridade a recuperação de mais de 400 mil hectares de áreas de pastagens degradadas ou mal aproveitadas. O foco do programa são os 17 mil produtores familiares que desenvolvem a pecuária, como estratégia para gerar renda e melhorar a qualidade de vida no campo, reduzir as pressões de desmatamento e fomentar a produção de leite no Estado, permitindo substituir a importação anual de mais de R$ 100 milhões em leite longa vida, queijos e iogurte. Estes pequenos produtores são importantes fornecedores de bezerros para as atividades de recria e engorda desenvolvidas nas médias e grandes propriedades de pecuária de corte. Com o uso de tecnologias já validadas junto a pequenos, médios e grandes produtores, a expectativa é de que a taxa de lotação das pastagens no Estado possa alcançar até 3 cabeças por hectare. Isto permitira alimentar um rebanho superior a 4,3 milhões de cabeças de gado na área de 1,45 milhões de hectares de pastagens já existentes em 2006. Com isso, o abate de bovinos poderia alcançar 650 mil cabeças por ano, possibilitando um abate diário de 2.170 cabeças durante 300 dias no ano. * Engenheiro Agrônomo, Ph.D., pesquisador da Embrapa Acre. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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