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Universidade da Floresta mostra a que veio Uniflora tem como foco principal a pesquisa e estudo da biodiversidade da região amazônica e manejo sustentável da floresta |
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Implantada há menos de dois anos, a Universidade da Floresta começa a mostrar de fato a que veio, revolucionar as oportunidades, difundir e assimilar conhecimento. Pelo menos é o que se pode perceber ao visitar o campus da Universidade, localizado no município de Cruzeiro do Sul. No local o movimento de estudantes mostra que a sede pelo saber ainda é grande para aqueles que por anos esperaram a chegada de novos cursos, além dois oferecidos pela Universidade Federal do Acre para a região, desde que implantou um núcleo de extensão no município, há 16 anos. A Universidade da Floresta (Uniflora), que tem como foco principal à pesquisa e estudo da biodiversidade da região amazônica e manejo sustentável da floresta, começa a quebrar o paradigma de que a academia é responsável pelo conhecimento e que cabe a comunidade a assimilação deste. “Na verdade, uma coisa é o conhecimento científico e outra é o conhecimento das populações tradicionais. Cada um tem a sua importância. É preciso haver uma troca, que vai enriquecer a academia e essas populações portadoras do saber tradicional”, defende a coordenadora do curso de Biologia, doutora Marta Dias. Para o deputado federal, Henrique Afonso, responsável pelo início das articulações para a instalação da universidade e um dos maiores defensores da bandeira, o modelo de pesquisa científica que vem sendo adotado, de utilização dos conhecimentos tradicionais dos “doutores da floresta” - os seringueiros, índios e agricultores locais - em parceria com o conhecimento científico da academia irá enriquecer o aprendizado, tanto de alunos quanto de professores, gerando benefícios para a comunidade. “Como se chegou ao conhecimento de que a secreção do sapo age no corpo, aumentando a auto-estima? Essa é uma prática centenária que será valorizada na Universidade da Floresta com o conhecimento acadêmico”, explica. Quebra de paradigmas e mudança de hábitos Tudo leva a crer que a Universidade da Floresta não é só responsável pela quebra de paradigmas, como também pela mudança de hábitos na região do Juruá. Pelo menos é o que acredita o coordenador do Campus, professor Anailtom Salgado. Segundo ele, até bem pouco tempo, as famílias que podiam enviar os filhos para estudar em outros Estados não mediam esforços para faze-lo. “Essa situação está se invertendo. O que podemos perceber hoje é que as pessoas não procuram mais sair daqui para completar os estudos. Por outro lado, quem viaja para outra região para tentar vestibular e não passa, não fica mais lá, retorna para tentar estudar aqui”, explica. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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